Dois toques de um número desconhecido? Não devolva, é burla

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Se recebeu uma chamada internacional de um número que não conhece, não devolva o telefonema. Pode ser uma burla. O esquema é simples: dão dois toques à espera que ligue de volta e, se o fizer, ser-lhe-á cobrado o valor de uma chamada internacional que, dependendo do destino, poderá oscilar entre 5 a 6 cêntimos por minuto. Polónia, Tunísia e Mónaco são alguns dos países de origem deste esquema que tem afetado dezenas ou centenas de clientes de todas as operadoras em Portugal.

Nas últimas duas semanas, os alertas dos clientes têm chegado aos centros de apoio da Meo, da NOS e da Vodafone. As operadoras estão a recomendar a não devolução das chamadas. “Temos recebido contactos de clientes a relatarem esta situação. O que temos feito é alertar os clientes para o risco de devolverem chamadas internacionais para números que desconhecem”, explica fonte oficial da Vodafone ao DN/Dinheiro Vivo.

À Deco ainda não chegaram queixas dos consumidores, mas Ingride Pereira admite que se possa tratar de mais um caso de burla. “Pode constituir uma situação de burla em que a pessoa fica lesada no valor das chamadas”, diz a jurista do gabinete de apoio do consumidor da Deco. Embora ainda não seja claro qual o ganho associado a este contacto. “É uma chamada de um número internacional normal, à partida não haverá um ganho associado.”

Polónia (+48), Tunísia (+216) e Mónaco (+377) são alguns dos países de origem das chamadas, mas sempre com números diferentes. Logo, bloquear os números não resolve o problema, nem o operador pode impedir a a totalidade de chamadas internacionais, afinal não é possível distinguir uma chamada legítima de uma fraudulenta.

Mas ao devolver a chamada, o cliente português está a gerar tráfego para esse destino, uma situação que poderá configurar o que os especialistas designam de wangiri, termo japonês que significa one ring and cut. Ou seja, entidades fraudulentas detentores de números internacionais incentivam a geração de tráfego através de chamadas fantasmas massivas e aleatórias, recebendo parte da receita do tráfego terminado nesses destinos.

Os casos ainda não chegaram à Polícia Judiciária (PJ), que “não tem conhecimento” de nenhum fenómeno recente ligado a este tipo de situações com chamadas internacionais. “Na maioria dos casos com chamadas internacionais, as burlas estão relacionadas com serviços de valor acrescentado.

Mas podem existir situações em que há um serviço suportado na base, em que o objetivo é incrementar qualquer coisa, por exemplo o tráfego que pode interessar a quem promove essas chamadas”, diz Carlos Cabreiro, coordenador da UNC3T, a unidade da PJ que combate o crime informático, suscitando mais dúvidas sobre uma possível tentativa de roubo de dados, apesar de não excluir a hipótese. “Era preciso saber o que está em causa, haver queixas.”

“Para saber se há burla, ou algum crime, temos de ter queixas para analisar”, adianta Carlos Cabreiro, que tem desenvolvido muito trabalho nesta área das telecomunicações, ligados a diversos tipo de crimes, como burla, extorsão e roubo de dados. O único conselho que se pode dar aos consumidores é ter cuidado com as chamadas efetuadas, sobretudo quando estão envolvidos indicativos internacionais.

Há duas semanas que os clientes das operadoras nacionais estão a receber chamadas internacionais de números desconhecidos nos seus telemóveis. Deco e PJ admitem que se trate de mais um caso de burla dos consumidores

Se recebeu uma chamada internacional de um número que não conhece, não devolva o telefonema. Pode ser uma burla. O esquema é simples: dão dois toques à espera que ligue de volta e, se o fizer, ser-lhe-á cobrado o valor de uma chamada internacional que, dependendo do destino, poderá oscilar entre 5 a 6 cêntimos por minuto. Polónia, Tunísia e Mónaco são alguns dos países de origem deste esquema que tem afetado dezenas ou centenas de clientes de todas as operadoras em Portugal.

Nas últimas duas semanas, os alertas dos clientes têm chegado aos centros de apoio da Meo, da NOS e da Vodafone. As operadoras estão a recomendar a não devolução das chamadas. “Temos recebido contactos de clientes a relatarem esta situação. O que temos feito é alertar os clientes para o risco de devolverem chamadas internacionais para números que desconhecem”, explica fonte oficial da Vodafone ao DN/Dinheiro Vivo.

À Deco ainda não chegaram queixas dos consumidores, mas Ingride Pereira admite que se possa tratar de mais um caso de burla. “Pode constituir uma situação de burla em que a pessoa fica lesada no valor das chamadas”, diz a jurista do gabinete de apoio do consumidor da Deco. Embora ainda não seja claro qual o ganho associado a este contacto. “É uma chamada de um número internacional normal, à partida não haverá um ganho associado.”

Polónia (+48), Tunísia (+216) e Mónaco (+377) são alguns dos países de origem das chamadas, mas sempre com números diferentes. Logo, bloquear os números não resolve o problema, nem o operador pode impedir a a totalidade de chamadas internacionais, afinal não é possível distinguir uma chamada legítima de uma fraudulenta.

Mas ao devolver a chamada, o cliente português está a gerar tráfego para esse destino, uma situação que poderá configurar o que os especialistas designam de wangiri, termo japonês que significa one ring and cut. Ou seja, entidades fraudulentas detentores de números internacionais incentivam a geração de tráfego através de chamadas fantasmas massivas e aleatórias, recebendo parte da receita do tráfego terminado nesses destinos.

Os casos ainda não chegaram à Polícia Judiciária (PJ), que “não tem conhecimento” de nenhum fenómeno recente ligado a este tipo de situações com chamadas internacionais. “Na maioria dos casos com chamadas internacionais, as burlas estão relacionadas com serviços de valor acrescentado.

Mas podem existir situações em que há um serviço suportado na base, em que o objetivo é incrementar qualquer coisa, por exemplo o tráfego que pode interessar a quem promove essas chamadas”, diz Carlos Cabreiro, coordenador da UNC3T, a unidade da PJ que combate o crime informático, suscitando mais dúvidas sobre uma possível tentativa de roubo de dados, apesar de não excluir a hipótese. “Era preciso saber o que está em causa, haver queixas.”

“Para saber se há burla, ou algum crime, temos de ter queixas para analisar”, adianta Carlos Cabreiro, que tem desenvolvido muito trabalho nesta área das telecomunicações, ligados a diversos tipo de crimes, como burla, extorsão e roubo de dados. O único conselho que se pode dar aos consumidores é ter cuidado com as chamadas efetuadas, sobretudo quando estão envolvidos indicativos internacionais.

Este artigo foi publicado originalmente no Diário de Notícias

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