Duplicam barragens com mais de 80% de água

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A chuva dos últimos dias levou a que o número de barragens com um volume de armazenamento superior a 80% tenha aumentado de cinco para dez, na avaliação feita esta sexta-feira em comparação com a realizada a 28 de fevereiro.

Segundo a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que comparou os níveis de 61 albufeiras com os da última semana, há dez bacias hidrográficas com disponibilidades superiores a 80% do volume total. Já o número de albufeiras com uma disponibilidade inferior a 40% diminuiu de 23 para 12. Oito destas estão na bacia do Sado, três na bacia do Guadiana e uma no rio Tejo.

A análise revela ainda que se verificou um aumento do volume de água em 11 bacias hidrográficas e a descida da quantidade numa delas. Esta última é no Mondego, onde se diminuiu o nível de armazenamento para se poder “guardar encaixe” para os volumes afluentes previstos com a tempestade Félix que atinge o país durante o fim de semana.

A APA adianta ainda que nas duas últimas semanas registou-se um aumento na percentagem de armazenamento em 49 albufeiras. Nas bacias do Mondego, Tejo e Arade, oito albufeiras registaram um aumento superior a 20%.

Também esta sexta-feira, o ministro do Ambiente disse que a chuva tem reposto os níveis de água das barragens, mas a um ritmo “bastante lento” no sul do país. “Temos que separar o país ao meio. A norte do rio Tejo, as barragens estão muito próximas da sua capacidade máxima e algumas já a atingiram”, afirmou João Pedro Matos Fernandes, citado pela agência Lusa.

No sul, embora esteja a haver “encaixes de água a cada dia”, ainda há situações preocupantes, como a da barragem de Monte da Rocha, no concelho de Ourique, que abastece “um conjunto vasto de habitantes”, e que ainda está com apenas 9,6% da capacidade, disse o governante, adiantando que o cuidado com o consumo tem que continuar.

Este artigo foi publicado originalmente no Jornal de Notícias

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