Economia portuguesa cresce acima da média da UE pelo terceiro trimestre consecutivo

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O Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, afirmou que os dados do crescimento da economia em 2,8% no segundo trimestre de 2017, divulgados pelo INE, «colocam o crescimento português muito acima das expectativas de todas as agências internacionais», sendo «o terceiro trimestre consecutivo em que Portugal cresce acima da média da União Europeia».

Os dados do crescimento da economia, mostram que a economia portuguesa cresceu 2,8% no primeiro trimestre de 2017, em comparação com o mesmo período de ano anterior, e também 2,8% no segundo trimestre de 2017, também em comparação com o mesmo período de ano anterior.

O Ministro, que participou numa sessão sobre a economia do Algarve promovida pela Delegação de Faro da Ordem dos Economistas, recordou que «no primeiro trimestre, 2,8% surgiu como um número inesperado, como um forte crescimento».

Crescimento sustentado no investimento

«Este segundo trimestre confirma que não foi apenas sorte, foi trabalho, foi um crescimento que está a ser sustentado pelo investimento, pelas empresas portuguesas, pelas exportações, que estão a ter um crescimento que é o melhor desde 2011», acrescentou.

Este crescimento «está a ser sustentado por uma forte componente de procura externa e por uma forte componente de procura interna», disse ainda Manuel Caldeira Cabral.

O crescimento da economia portuguesa está «a ser puxado por um crescimento excecional das exportações», pelo «maior crescimento dos últimos 18 anos do investimento» e «por um conjunto diversificado de setores», entre eles o Turismo, que «já estava a acrescer bem no ano passado», e «está a crescer melhor ainda este ano».

Alargamento dos setores exportadores

O Ministro apontou também o alargamento dos setores da economia com exportações significativas: «realço o crescimento das exportações de produtos metálicos, que está a 15%, o crescimento de exportações de produtos agroalimentares, que também está perto de 15%»

«Mas vários outros setores, como máquinas ou automóveis, demonstram fortes sinais de crescimento, não só de crescimento atual, mas também se fortes investimentos em curso que vão gerar o crescimento ao longo do resto do ano», disse.

Caldeira Cabral acrescentou «que o crescimento da procura interna e o crescimento do investimento, em particular, que tem uma componente importada de máquinas, está também a fazer que, paralelamente ao crescimento das exportações, haja também um crescimento das importações».

Saldo externo positivo

«Mas continuamos com um saldo externo equilibrado, positivo, quando se olha para a balança de bens e serviços ou de transações correntes», isto é, continuamos a vender mais do que compramos, «e portanto estamos a ter um crescimento equilibrado», sublinhou.

O Ministro referiu ainda que este crescimento mostra a capacidade dos empresários para «aproveitar as oportunidades de financiamento que o Governo criou» através de fundos estruturais e de outros programas.

Caldeira Cabral recordou que «Portugal, há um ano e meio, estava a crescer abaixo da média da UE», «perto de 1%».

O Gabinete do Ministro da Economia assinalou, em comunicado, que o crescimento da economia se refletiu em que «nos últimos 12 meses foram criados mais 158 mil postos de trabalho e a taxa de desemprego encontra-se abaixo da média da zona euro».

Este artigo foi publicado originalmente no Portal do Governo de Portugal

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