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Elevador desaba e mata dois pintores numa queda de 15 metros em Almada

Rui Minderico

A queda de um elevador suspenso (bailéu) arrastou esta terça-feira dois operários para a morte. As vítimas tinham entre 40 e 50 anos e faziam trabalhos de pintura no exterior de um prédio na rua D. Francisco de Almeida, no Feijó, Almada. Estavam a uma altura de 15 metros quando a estrutura cedeu.

Os Bombeiros de Cacilhas localizaram os corpos no meio dos destroços, no exterior do prédio. Para Jorge Paulo, 2º comandante dos Bombeiros de Cacilhas, não há dúvidas de que a estrutura foi instalada de forma incorreta: “Assim que chegámos ao local, reparámos que o bailéu, derivado ao seu ponto de ancoragem, desprendeu-se da cobertura. A estrutura estava mal montada e como tal cedeu e veio cá parar a abaixo”.

Os corpos foram transportados para a morgue do Hospital Garcia de Orta. A Autoridade para as Condições do Trabalho já abriu um inquérito

A obra era executada por uma empresa de construção civil da Sobreda, Costa de Caparica, e terá sido contratada pela administração do condomínio. Os dois pintores eram os únicos trabalhadores na obra, não tendo ficado claro se estava licenciada pela autarquia. Familiares das vítimas receberam apoio psicológico no local, onde estiveram 35 operacionais dos Bombeiros de Cacilhas, da PSP, INEM e da Proteção Civil Municipal.

Este artigo foi publicado originalmente no Correio da Manhã

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