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Emprego no setor cultural e criativo aumentou 12,2% em 2018 – INE

Lisboa, 16 dez 2019 (Lusa) — O setor cultural e criativo empregava, em 2018, em Portugal cerca de 131.400 pessoas, um aumento de 12,2% em relação a 2017, revelou hoje o Instituto Nacional e Estatística (INE).

Segundo as estatísticas anuais do INE relativas à Cultura, a população empregada neste setor em 2018 representava 2,7% do total em Portugal.

Analisando o perfil de quem trabalha nesta área, em 2018 havia mais homens do que mulheres no setor cultural e criativo – 57,8% contra 48,9% -, a maioria tinha mais de 35 anos (64,5%) e formação em ensino superior (57,8%).

“O emprego nas atividades culturais e criativas caracterizava-se por ser mais escolarizado do que o emprego total da economia”, refere o INE.

Quanto ao panorama empresarial de âmbito criativo e cultural, o instituto remete para dados de 2017, revelando que existiam 61.916 empresas, ou seja, mais 5,7% do que em 2016.

O volume de negócios foi de 6,3 mil milhões de euros, metade do qual (48,1%) disse respeito a empresas de comércio a retalho de jornais, revistas e artigos de papelaria, agências de publicidade e atividades de televisão.

Aquelas 61.916 empresas de cultura representavam 5% do total de empresas da economia portuguesa em 2017.

A balança comercial de bens culturais continuou a ter um saldo negativo, agravado em 2018 em 34,7 milhões de euros para um total de 231,5 milhões de euros.

Isto significa que, em 2018, Portugal exportou 167,6 milhões de euros de bens culturais, como artesanato (35%), joalharia (24,9%) e livros (16,1%), e importou bens no valor total de 399,1 milhões de euros, dos quais 19,5% corresponderam a artigos de joalharia, 15,7% a jornais e periódicos e 13,3% a livros.

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