Empresas devem ter “plano de contigência” para responder a ataques informáticos

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As empresas devem ter um “plano de contigência” para responder a ataques informáticos como os de ‘ransomware’, também conhecidos por extorsão cibernética, disse hoje à Lusa a especialista em cibersegurança Andreia Teixeira, da Aon.

Várias empresas em vários países foram hoje alvo de um ataque informático, cujo objetivo é pedir resgaste pela informação que está no computador.

O ataque é feito por via de um ‘mail’, de origem desconhecida, que depois de aberto decifra a informação e bloqueia o computador, pedindo posteriormente resgate pelo acesso à informação.

“Este ataque é o que mais tem crescido”, disse a especialista, que defendeu que as empresas devem ter um “plano de contingência em marcha para ajudar a desbloquear o problema”.

No entanto, “as estatísticas mostram que muitas empresas acabam por pagar o resgate, o que não é recomendável”, afirmou.

E acrescenta: “porque faz com que cresça cada vez mais este tipo de ataques”, apontou Andreia Teixeira.

Além disso, “as empresas pensam que o problema está resolvido, o que é uma falsa interpretação, já que mesmo que a informação venha a ser devolvida, esta já está do outro lado”, contendo informação confidencial dos clientes e podendo ser vendida de forma ilícita, sublinhou.

Tal “acarreta responsabilidades para a empresa, já que esta deve proteger a informação dos seus clientes”, disse.

Por isso, a especialista alerta as empresas para que não paguem os resgates e, em vez disso, contra ataquem.

“A empresa precisa de responder no imediato, é preciso haver um grande trabalho de casa, prévio, ou seja, prevenção que inclua a simulação de um ataque” do género.

O ataque de ‘ransonware’, que hoje está a decorrer e do qual ainda se desconhece o verdadeiro impacto, “afetou várias empresas de vários países”, o que demonstra que “o ataque tem um denominador comum”, disse.

O coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança, Pedro Veiga, disse hoje à Lusa que até ao momento os serviços da Administração Pública portuguesa não foram afetados pelo ciberataque que está a decorrer a nível mundial.

“Estamos a acompanhar o assunto, bem como a Polícia Judiciária, que é quem tem a competência para investigar” cibercrimes, adiantou Pedro Veiga.

“Até ao momento, segundo os dados que tenho, não houve problemas relacionados” com o ciberataque “na Administração Pública portuguesa”, afirmou o coordenador, salientando que tal se deve às “boas práticas” e ao facto de hoje haver tolerância de ponto, por ocasião da visita do papa a Fátima.

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