Espanhóis despejam para o Douro esgotos sem “tratamento”

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O presidente da Câmara de Miranda do Douro, Artur Nunes, alertou esta quarta-feira para a “fraca” qualidade da água do rio Douro no seu troço internacional, devido ao “pouco cuidado” que os vizinhos espanhóis têm no tratamento de efluentes.

“Espanha tem aldeias ribeirinhas do Douro que não fazem o devido tratamento de esgotos, que são vertidos diretamente para o caudal do rio, que em tempo de seca é mais reduzido, o que se torna preocupante “, especificou o autarca trasmontano.

O também vice-presidente da Associação de Municípios Ribeirinhos do Douro disse que o controlo da qualidade da água é feito regularmente por entidades públicas, como é caso da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), e tem-se verificado “alguma contaminação” da água do rio Douro.

“A fraca qualidade da água chama ao rio insetos indesejáveis, ou outras preocupações ambientais, como é caso de alguma poluição da água que é utilizada para o abastecimento público, o que poderá ser preocupante neste período de seca “, frisou.

Para o autarca, há quantidade de água no Douro Internacional suficiente, mas a qualidade “é sempre discutível, já que há informação que não chega aos municípios”.

“Ao procedermos à captação de água no rio Douro, tem de apostar no seu tratamento para se abastecer as populações com água de qualidade e com um preço em conta para os consumidores”, frisou.

O rio Douro entra em Portugal através da aldeia de Paradela, no concelho de Miranda do Douro, distrito de Bragança, e prolonga-se ao longo de mais de 120 quilómetros de extensão, atravessando os concelhos fronteiriços de Mogadouro, Freixo de Espada à Cinta e Figueira de Castelo Rodrigo.

Este artigo foi publicado originalmente no Diário de Notícias

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