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Estado da Nação: IL pede transparência, velocidade, critério na aplicação dos fundos da UE

Lisboa, 24 jul 2020 (Lusa) — A Iniciativa Liberal pediu hoje transparência, velocidade, critério e racionalidade na aplicação dos fundos europeus para responder à crise pandémica, criticando “o catálogo” apresentado pelo gestor António Costa Silva, “um delírio dirigista por parte do Estado”.

Na interpelação ao primeiro-ministro, António Costa, no debate do Estado da Nação, o deputado único da Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo, começou por ironizar que, depois das alterações ao regimento aprovadas na quinta-feira, a próxima vez que se debater no parlamento com o chefe do executivo “é bem mais perto do Natal”.

“Aquilo que foi aprovado ontem é, não sei se deu conta, mais um sinal de uma espécie de nação submissa que esta governação está a criar. Já é de si grave, mas é especialmente grave porque vamos entrar num período em que precisamos de tudo menos de submissão e de uma nação amorfa”, condenou.

De acordo com João Cotrim Figueiredo, “vêm aí mundos e fundos da Europa”, mas no entanto são “mais fundos do que mundos”, avisando que “uma nação que não se souber organizar para aproveitar devidamente esta oportunidade de dinheiro que não é dado” vai “desperdiçar uma oportunidade terrível de se poder desenvolver”.

Na perspetiva do deputado liberal, “há três características que a aplicação dos fundos tem que ter”, que são transparência, velocidade e serem usados com critério e racionalidade “para que não aconteça o mesmo que aconteceu no tempo do engenheiro Sócrates”.

Um dos alvos das críticas de Cotrim Figueiredo foi ao Plano de Recuperação 2020/2030, apresentado esta semana pelo gestor António Costa Silva.

“Ao fim de 140 páginas o que se vê é mais Estado, mais dirigismo, mais coletivismo e muito pouca iniciativa individual”, condenou.

Para o deputado da Iniciativa Liberal, “isto não é um plano, isto é um catálogo” e “não é uma visão, é um delírio dirigista por parte do Estado”.

“Que prioridades vão efetivamente ser escolhidas deste rol e vai deixar algum espaço para a liberdade das pessoas ou vai deixar que seja o estado omnipresente de uma nação submissa a decidir isto?”, perguntou a António Costa.

Numa curta resposta de segundos, o primeiro-ministro disse apenas: “como teve a gentileza de não me fazer nenhuma pergunta eu aproveito a oportunidade de pela primeira vez conseguir concordar consigo em três palavras: transparência, velocidade, critério e racionalidade. Afinal foram quatro palavras”.

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