Estudo: alunos de famílias mais favorecidas entram nos cursos de maior prestígio

A escolha de um curso no Ensino Superior ainda tem muitos problemas de equidade. Os alunos de famílias mais favorecidas entram nos cursos de maior prestígio, ao passo que os mais pobres vão sobretudo para os politécnicos, indica um estudo do think tank da Fundação Belmiro de Azevedo Edulog, que é apresentado nesta quarta-feira. Esta notícia é avançada pelo “Público”.

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Por norma, os cursos de maior prestígio têm notas de ingresso mais elevadas, o que constitui uma “barreira no acesso”, defende o coordenador do conselho científico do Edulog, Alberto Amaral – que é também presidente da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), o organismo público que regula os cursos superiores.

“Quem não tem possibilidade de ir para um colégio privado ou ter explicações, não consegue bater essa dificuldade [e atingir a médias exigidas]. É a isso que estamos a assistir neste momento”, disse Alberto Amaral, em declarações ao matutino.

Na área da Saúde, indica o estudo, 73,2% dos estudantes de Medicina são filhos de pais e mães que concluíram o ensino superior, ao passo que 73% dos estudantes de Enfermagem são filhos de pais com qualificações inferiores.

Na Universidade do Minho – a única universidade que tem tanto o curso de Medicina como o de Enfermagem – quem estuda para ser médico vem de agregados familiares bastante mais qualificados (56% das mães têm o ensino superior) do que os colegas de Enfermagem (onde apenas 20% das progenitoras têm este nível de qualificação).

Ao nível nacional, a única excepção é a Universidade da Beira Interior, na Covilhã, onde apenas 20% dos pais e mães dos estudantes de Medicina têm qualificações superiores.


Publicado originalmente em: Expresso

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