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Ex-porta-voz da Judiciária Militar prescinde de fazer declarações na instrução do caso de Tancos

Lisboa, 07 fev 2020 (Lusa) — O antigo porta-voz da Polícia Judiciária Militar (PJM) e arguido no processo de Tancos, major Vasco Brazão, prescindiu de prestar declarações que estavam marcadas para segunda-feira, na fase de instrução.

Um despacho de hoje do juiz Carlos Alexandre refere que Vasco Brazão informou na quinta-feira o tribunal de que não pretendia prestar declarações nesta fase, ficando a sessão de segunda-feira sem efeito.

O ex-porta voz da PJ Militar está acusado de associação criminosa, tráfico de armas, denegação de justiça e prevaricação, entre outros crimes e foi, segundo o Ministério Público, um dos mentores da encenação para recuperar as armas furtadas nos paióis de Tancos.

O processo de Tancos tem 23 acusados, incluindo o ex-ministro da Defesa Azeredo Lopes, o ex-diretor da PJM Luís Vieira e o antigo fuzileiro João Paulino, este apontado como cabecilha do furto das armas.

Em causa no processo estão crimes como terrorismo, associação criminosa, denegação de justiça e prevaricação, falsificação de documentos, tráfico de influência, abuso de poder, recetação e detenção de arma proibida.

O caso do furto das armas foi divulgado pelo Exército em 29 de junho de 2017 com a indicação de que ocorrera no dia anterior, tendo a alegada recuperação do material de guerra ocorrido na região da Chamusca, Santarém, em outubro de 2017, numa operação que envolveu a PJM, em colaboração com elementos da GNR de Loulé.

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