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FC Porto segue vitorioso na Liga Europa ao derrubar o Feyenoord

FC Porto segue vitorioso na Liga Europa ao derrubar o Feyenoord
Foto: André Rubim Rangel

Às 20h desta quinta feira 12/12/2019, o FC Porto recebeu o Feyenoord, num jogo totalmente decisivo, o último da fase de grupos a contar para a UEFA Europa League 2019/2020. Tudo estava em aberto na definição das duas equipas do Grupo G a apurarem-se para a fase seguinte. O FC Porto, ao vencer o Feyenoord por 3-2, e o Rangers, ao empatar com o Young Boys por 1-1, seguem na competição, em primeiro (10 pts.) e segundo (9 pts.) lugares, respetivamente.

Portanto, os dragões ainda conseguiram fechar esta fase na liderança do seu grupo (com três vitórias, um empate e duas derrotas). Nesta noite fria e muito chuvosa, os adeptos não aderiram em massa, tendo-se registado a presença no estádio de 28.507 espectadores. Cerca de dois milhares eram da equipa laranja e branca que, recorde-se, na véspera do jogo provocaram desacatos na noite portuense. Também, por isso, tiveram o que mereceram: a derrota. A nível de jogo não conseguiram, igualmente, travar a dinâmica e determinação da equipa portista.

Os titulares da equipa portista convocados para este jogo foram: 32. Marchesin, 3. Pepe, 5. Marcano, 7. Luis Díaz, 11. Marega, 13. Alex Telles, 16. Uribe, 17. Corona, 22. Danilo (cap.), 25. Otávio e 29. Soares. No banco de suplentes, Sérgio Conceição pôde contar com: 31. Diogo Costa, 9. Aboubakar, 10. Nakajima, 18. Manafá, 19. Mbemba, 20. Zé Luís e 27. Sérgio Oliveira.

Quanto à equipa visitante apresentaram-se a jogo: 21. Marsman, 4. Senesi, 10. Berghuis (cap.), 11. Larsson, 15. Malacia, 17. Sinisterra, 19. Fer, 23. Kökçü, 28. Toornstra, 33. Botteghin e 38. Geertruida. Os suplentes, da equipa treinada por Dick Advocaat foram: 22. Bijlow, 6. Van der Heijden, 7. Narsingh, 14. Johnston, 18. Ayoub, 20. Tapia e 35. Burger.

No que toca à equipa de arbitragem, toda da Alemanha, constituiu-se assim: Deniz Aytekin, Eduard Beitinger, Rafael Foltyn e Sven Jablonski. O árbitro obervador foi o checo Miroslav Tulinger e o delegado da UEFA foi o inglês Paul Tompkins.

A partida iniciou pelos pés do FC Porto, com Uribe a dar o pontapé de saída. Nos primeiros minutos a equipa da casa pressionou, mas com ataques inconclusivos e incompletos, ora com passes diretamente falhados entre os azúis e brancos – que jogaram de equipamento azul escuro – ora com bolas intercetadas. O primeiro grande e forte remate portista deu-se aos 6’, sendo desviado para canto. Aos 8’ Otávio fez falta perigosa a Sinisterra na meia lua, à entrada da grande área portista, levando por isso cartão amarelo. Após livre portentoso e forte, surge a primeira grande defesa do guardião argentino, que voou até à bola. Em resposta, o FCP contra-atacou de imediato, mas sem sucesso. Voltou a tentar aos 13’ e conseguiu que se fizesse festa no estádio do Dragão, com o golo inaugural de Luis Días após assistência de Alex Telles. Os adeptos queriam mais. E a equipa portuguesa também. Por isso o segundo golo, para dar maior conforto e segurança, não demorou a aparecer. Foi logo no minuto seguinte. Soares rematou cruzado para o miolo da pequena área e a bola tabelou em Malacia, fazendo auto-golo. Estava feito o 2-0.

O primeiro canto da equipa holandesa efetuou-se no final dos 18’ e o inesperado aconteceu: entre a defensiva anfitriã, Bottteghin desmarca-se rápido e de cabeça mete para o fundo das redes portistas. Marchesín não teve muitas hipóteses. Estava reduzida a vantagem para 2-1. O FC Porto não conseguiu reagir devidamente e evitar que, três minutos depois, com o perigo criado num primeiro lance, surgisse novo perigo e novo golo para a equipa adversária. Larsson fez o empate. Aos 23’, na sequência de falta cometida cometida sobre Danilo, surge um lance polémico na grande área, em que os dragões reclamaram falta. O árbitro principal da partida não entendeu dessa forma. O jogo foi continuando com oportunidades para ambos os lados, mas mais posse de bola para o FC Porto, que aos 33’ voltou a festejar e a posicionar-se à frente da partida. À entrada da grande área, Otávio rematou muito forte e colocado, exigindo uma defesa apertada e incompleta de Marsman. Na recarga, lá estava Soares para marcar o terceiro golo portista, no meio de alguma confusão da defensiva adversária. Já nos minutos de desconto, antes de terminar a primeira parte, Berghuis viu o cartão amarelo por falta cometida sobre Luis Díaz. Intervalo, com 3-2 para o FCP.

A segunda parte arrancou e um minuto após, Marega no ataque podia ter dilatado a vantagem portista. Aos 50’, Luis Díaz teve tudo para bisar, com um remate ao lado da baliza, muito próximo do poste lateral. Aos 69’ o FC Porto quase que via a sua vida andar para trás, mas tal infortúnio não sucedeu: após remate da equipa adversária a bola ressaltou em Luis Días e embateu no poste lateral dos dragões. As primeiras substituições tiveram lugar aos 71’, com a entrada de Narsingh e Ayoub, no conjunto dos Países Baixos.

Aos 72’, Marchesín voltou a ser um herói do jogo ao defender uma grande bola. O avançado holandês estava isolado, rematou mas o guardião portista estava lá para dar novamente prova do seu alto valor. Sérgio Conceição também mexeu no jogo e, aos 73’ e 74’, realizou dupla substituição: Sérgio Oliveira para o lugar de Luis Díaz e Zé Luís em troca de Soares. Depois, aos 79’, Marchesín viu cartão amarelo por demora de reposição da bola em jogo. Exatamente do mesmo modo sucedeu com Corona, aos 82’. No minuto seguinte, o FCP esgotou as suas substituições: com a saída de Marega, entrou Mbemba. Os últimos minutos da partida, a somar os seis minutos dados de desconto final, foram de enorme intensidade, com o FC Porto pressionando para carimbar esta importante vitória. Assim foi, com o resultado de 3-2 para a equipa lusitana.

Na conferência de imprensa, Sérgio Conceição considerou que este jogo “foi imagem do que aconteceu nesta fase de grupos”. Entendeu que “faltou alguma consistência”, no desejo do “equilíbrio que a equipa precisa ter”. Para o treinador portista este “é um trajeto muito difícil” e “temos tudo para fazer melhor na Liga Europa”. Numa questão colocada pelo Informa+, de como Sérgio Conceição ajuizou o lance duvidoso que podia ter antecipado o terceiro golo portista, o mesmo referiu que ainda não tinha tido oportunidade de ver se tinha sido falta ou não.

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