Feira do Livro do Porto atinge a dimensão ideal e passa a “casar” com outros eventos

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Integração com outros eventos, dimensão estabilizada e variedade de programação para captar novos públicos são os pilares da Feira do Livro que, na quarta edição organizada pela Câmara do Porto, representa um investimento de 100 mil euros. Começa já na sexta-feira, dia 1, e mostra que atingiu a idade adulta.

“Este é um projeto fundamental para a cidade e vem inscrever os Jardins do Palácio de Cristal como local de lazer para todas as idades”, apontou hoje o presidente da Câmara do Porto, em conferência de imprensa sobre a Feira do Livro que decorre entre os dias 1 e 17 de setembro.

Tendo Sophia de Mello Breyner Andresen como homenageada, esta edição apresenta “a dimensão que a Feira deve ter”, apontou Rui Moreira, explicando que a estabilização era uma preocupação organizativa, até por forma a respeitar o equilíbrio dos jardins, pelo que o evento “atinge agora a maioridade”. Além disso, o presidente da câmara sublinhou que “o nosso objetivo de internacionalizar a Feira do Livro do Porto precisava desta sedimentação do conceito”.

Com um total de 130 pavilhões, a Feira do Livro do Porto 2017 reflete preocupações logísticas, como a de agrupar melhor os alfarrabistas e dar-lhes melhores condições, bem como a de articular-se com outros eventos e evitar a organização de iniciativas isoladas. Concretiza também uma estratégia de “variar anualmente o conjunto de programadores, por forma a procurar novos públicos”.

A programação inclui a vertente de animação – que o administrador da Porto Lazer, Nuno Lemos, destacou ter conteúdos e horários variados ao longo de todo o dia, além de não ficar limitada à Concha Acústica – e o programa educativo.

Sobre este, o adjunto para a Cultura, Guilherme Blanc, falou de um “festival literário” e destacou o conjunto de seis lições comissariadas por Anabela Mota Ribeiro e dedicadas a diferentes autores e obras; as duas exposições a inaugurar na Galeria Municipal que, fazendo parte da programação regular deste equipamento, surgem integradas na temática de Sophia de Mello Breyner Andresen e da sua obra; a presença de convidados internacionais nos debates comissariados por José Eduardo Agualusa; o ciclo de cinema internacional e de arquivo; um workshop de escrita criativa com Gonçalo M. Tavares; e as sessões de spoken word com que “iremos percorrer efemérides literárias de importância para a cidade”.

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