Festas secretas dos anos 90 são nova moda dos famosos

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O que é que os Santamaria, as Tartarugas Ninjas ou os Pega Monstros têm em comum? Foram todos êxitos nos anos 90. E foi a pensar nisso que um grupo de amigos juntou estes e muitos outros elementos para criar o Revenge of the 90’s, “uma festa temática dos anos 90”, que atrai muitos famosos.

Mas engana-se se pensa que é uma festa normal com um DJ numa cabina a pôr música dos anos 90 e pessoas a dançar. É muito mais que isso, “é um espetáculo. Com um alinhamento do principio ao fim, pensado ao pormenor”, conta André Henriques, produtor de eventos, DJ e organizador do evento.

Os bilhetes, que esgotam num abrir e fechar de olhos, não são vendidos de qualquer maneira. Dá-se prioridade a quem já foi, a quem acompanha desde o inicio. Essas pessoas fazem parte de um grupo secreto e sabem sempre em primeira mão das próximas festas e podem convidar os amigos que passam a ter prioridade também, criando assim um reencontro. “E isso é muito giro porque quando as pessoas vêm a esta festa elas juntam o grupo de amigos que querem juntar”.

Depois há sempre cerca de 100 bilhetes que “vão ser entregues a pessoas que selecionamos no Facebook. Elas vão lá, escrevem “EU!”, nós analisamos os perfis e contactámos as pessoas.” Esta estratégia passa por garantir que quem for à festa vá com vontade, que se “entregue de corpo e alma e que conheça os temas”. O próprio formato físico dos bilhetes é distinto, sendo que também eles são temáticos (como uma disket) e sempre entregues à mão.

Já o local é secreto e nunca é o mesmo, sendo apenas anunciado no dia do evento, por mensagem. “Isso é para gerar emoção antes da festa. Se há coisa que os eventos não têm hoje em dia é expectativa. E o revenge veio trazer isso, tu prenderes ao máximo as informação, não saberes o local, qual será o artista, tudo isto gere uma expectativa, que dá mais vontade de ir ainda, porque especulas. Sentares-te na mesa de um café, com um grupo de amigos a tentar adivinhar onde vai ser a festa de logo à noite, é incrível, cria uma magia”, afirma o DJ.

O alinhamento é parecido em todas as festas, sendo que há sempre surpresas pelo meio. A noite começa com o momento “Agora escolha”, ao som de Francisco Véstia, onde as pessoas ligam para o palco a pedir os temas que querem ouvir. Segue-se a dupla Galão com Coca, formada por Miguel Galão e Constança Castelo-Branco, que “começam a tocar aqueles R&B, aqueles slow jams mais giros dos anos 90”.

A noite segue com um concerto das grandes estrelas da companhia, os “Santa Manel”, uma banda cujo nome deriva dos Santamaria e que entram vestidos de Tartarugas Ninja. “Não é uma banda que vai tocar músicas do principio ao fim, aquilo são blocos musicais, muito programados, com um timecode de vídeo muito giro”, conta André Henriques.

“Depois há um changeover que dura cerca de 15/30 minutos, onde há um countdown no palco e vai começar então aquilo que é o show central da nossa revenge of the 90’s, que se chama: a viagem”, que é considerado o ponto alto da noite. Conduzida pelo MC Paulo Silver e com André Henriques como DJ, esta viagem passa “por momentos musicais, desde o pop, às músicas das séries e dos filmes e no meio de tudo isto tem uma série de atuações e surpresas que acontecem e que ligam toda esta viagem numa coisa que faz sentido enquanto recordação do passado, é muito isto. Normalmente temos sempre um artista surpresa, um convidado”.

Festas secretas dos anos 90 são nova moda dos famosos

Os primeiros convidados do Revenge foram os Anjos. André Henriques conta que como tinha trabalhado nas manhãs da RFM os conhecia. “Fui tomar café com eles três dias depois da primeira festa. Tentei explicar tudo, ainda sem vídeos de jeito nem nada, e quando acabei eles olham um para o outro e dizem ‘está bem’, sem saberem bem o que era ainda, aliás sem nenhum de nós saber bem o que era aquilo. E no dia foi incrível, havia pessoas a saltar, a chorar, foi lindo”.

A ideia nasceu em dezembro de 2016 quando um grupo de amigos, muitos deles membros de duas agências de comunicação e outros “nada ligadas à noite, nada ligadas à festa, nada ligadas a eventos”, se reuniu “num restaurante onde os universitários de Lisboa passaram muito tempo nos anos 90, “O Caldas”. Sentados à mesa, começaram a apontar “ideias e parvoíces e a lembrar-nos de músicas e dos nossos tempos nos anos 90 e foi assim que nasceu o Revenge of the 90’s e se transformou naquilo que é hoje”, relembra André Henriques.

Depois das ideias, dos planos e de muito trabalho, o Revenge of the 90’s ganhou vida a 11 de fevereiro de 2017. Foram 500 pessoas, “a maioria amigos e conhecidos e correu bem”. Um ano depois estavam a fazer a mesma festa, mas para 8000 pessoas. Como é que aconteceu? Com muito trabalho, “muito sangue, muito suor, mas essencialmente pelo formato da festa que mexe com as pessoas pois há permanentemente explosões de emoções. É extraordinário, é incrível”.

Esta noite, a festa vai até Coimbra. No dia 29 de junho, vão estar presentes no novo palco do Rock in Rio, o Music Valley.

“Tu não tens ali um DJ a pôr música toda a noite, tu tens ali um espetáculo”

Jéssica Rolho tem 23 anos e teve a sorte de ser escolhida através do sorteio que fazem no Facebook. Apesar de só ter ido a uma Revenge, conta que “não existe festa como esta. É como se voltasse de novo à infância. Para além das músicas, os brindes, os convidados e toda a interação que a festa proporciona é surreal”.

Paula Pereira tem 21 anos e foi pela primeira vez à Revenge of the 90’s este mês. “Foi uma grande sorte. Eu e uma amiga colocamos interesse no evento no Facebook, e no dia seguinte ela recebeu uma mensagem de uma RP do Porto a perguntar se estava interessada em ir à festa”. Para Paula, a Revenge não é uma festa, é uma experiência que se “destaca por toda a organização, todos os pequenos pormenores. Tu não tens ali um DJ a pôr música toda a noite, tu tens ali um espetáculo”. Revela ainda que apesar de ter ido com as expectativas bastantes elevadas estas não “saíram defraudadas todo. Gostei de tudo”.

Este artigo foi publicado originalmente no Jornal de Notícias

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