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Festival IndieLisboa com mais de 200 filmes e experiência da sala de cinema

Lisboa, 25 ago 2020 (Lusa) – O festival de cinema IndieLisboa, que começa hoje, propõe mais de duas centenas de filmes, numa edição marcada pela resiliência e pela vontade de manter o ritual de ida ao cinema, mesmo em tempo de pandemia da covid-19.

A 17.ª edição deveria ter ocorrido entre abril e maio, mas a pandemia do novo coronavírus obrigou a uma alteração de planos, com a direção a decidir remarcá-la para agora, mantendo a seleção que já estava traçada há vários meses.

A diferença é que esta edição terá menos sessões diárias, lotação reduzida e os espectadores terão de cumprir as regras de segurança e higiene impostas pela Direção-Geral da Saúde.

Miguel Valverde, um dos diretores do IndieLisboa, contou à Lusa que foi posta de parte a hipótese de fazer uma versão ‘online’ do festival, porque se queria manter a experiência em sala, com os espectadores.

Às salas habituais que acolhem o IndieLisboa, como a Culturgest e o cinema São Jorge, haverá ainda uma sala ao ar livre, no terraço do Teatro Capitólio.

Até 05 de setembro, serão exibidos cerca de 240 filmes, abrindo hoje com “La Femme de Mon Frère”, a estreia na realização da atriz Monia Chokri.

Grande parte da programação já tinha sido anunciada, moldada em três grandes eixos marcados pelo sentido de “resiliência”: Uma retrospetiva de toda a obra do realizador senegalês Ousmane Sembène, uma homenagem aos 50 anos da secção “Fórum” do festival de Berlim, e um ciclo dedicado à realizadora franco-senegalesa Mati Diop.

Foram ainda selecionados mais de 50 filmes da produção nacional, entre os quais “A Metamorfose dos Pássaros”, de Catarina Vasconcelos, “O Fim do Mundo”, do luso-suíço Basil da Cunha, “Fojos”, documentário de Anabela Moreira e João Canijo, “A Arte de Morrer Longe”, de Júlio Alves, e as curtas “O Cordeiro de Deus”, de David Pinheiro Vicente, “A Mordida”, de Pedro Neves Marques, e “Corte”, de Afonso e Bernardo Rapazote.

A competição internacional contará com 12 longas-metragens e 31 ‘curtas’, com a direção do IndieLisboa a destacar “a forte presença africana”, nomeadamente com os filmes “Nafi’s father”, do senegalês Mamadou Dia, e “This Is My Desire”, dos nigerianos Arie Esiri e Chuko Esiri.

O filme de encerramento será “Um Animal Amarelo”, do realizador brasileiro Felipe Bragança, a 05 de setembro, na Culturgest.

Toda a programação do IndieLisboa está ‘online’.

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