Filha secreta de Dina conta tudo sobre o casamento da mãe com outra mulher

Depois de viver os sucessos de Dina, conheça Naná. É assim que a filha da autora de ‘Amor de água fresca’ apresenta a mãe.

Pouco se sabe sobre a vida pessoal da cantora, a não ser uma declaração da artista assumindo a sua bissexualidade em 2016, mas agora a jovem Ana Rita decidiu contar a história de amor das suas mães, uma relação que durou 17 anos.

A técnica de radiologia e DJ, de 31 anos de idade, deu uma entrevista à revista ‘Nova Gente’, em que conta alguns os detalhes da relação de Dina e Paula, a separação das duas mães e como a artista foi o seu “porto seguro”.

“A minha mãe biológica e a Naná tiveram uma relação durante 17 anos. Nasci sete anos depois de se conhecerem e vivemos como uma família tradicional até aos meus 10 anos. Elas só não eram casadas porque não podiam nessa altura”, começa por contar Ana Rita àquela revista.

“Eu nunca vi um beijo, nunca vi nada. Para mim elas eram as duas as minhas mães. Quando tinha 4 anos, perguntei pelo meu pai, porque os pais das minhas amigas da escola iam lá buscá-las. Não tinha pai, mas tinha um padrinho que fazia esse papel. A separação das minhas mães foi uma coisa muito difícil. Era tudo dividido como se fosse filha de pais divorciados: o pai e a mãe”, recorda.

Mas nem tudo foi tranquilo nesta relação. O próprio nascimento de Ana Rita foi envolto em polémica e numa traição. “Elas tinham uma relação, viviam juntas e a minha mãe biológica apareceu em casa grávida e disse: ‘É o nosso bebé, a nossa filha'”, relatou Ana Rita.

“Não foi desejo da Dina a minha mãe ter aparecido grávida assim. Isso são outros quinhentos. Mas assumiu-me. A minha avó esteve no parto, mas a Naná estava ali à espera. Foi o meu primeiro colo, deu-me o meu primeiro banho, eu era o tesouro dela e ninguém me podia tocar. Fui sempre muito protegida por ela e de uma forma tão bonita e sempre tão cheia de amor. Até aos meus 10 anos tive tudo, fui uma pessoa tão feliz e é por isso que sou o que sou”, disse a filha com saudades.

Ana Rita refere ainda que foi Dina que lhe “deixou o maior legado de valores, educação, tudo”. “A minha mãe biológica era mais despreocupada. Não queria saber nem preocupar-se muito. Por isso mesmo todo o meu porto seguro era a Naná. A minha mãe também, mas a Naná era diferente, era minha mãe só que não me pariu”.

Influenciada pela carreira de Dina, Anta Rita tem uma vida paralela à carreira como técnica de radiologia. “Como fazia os alinhamentos dos concertos da Naná, fui aprendendo a fazer o crescendo e o decrescendo. A Naná dava-me esse papel. O alinhamento do último álbum dela fui eu que fiz. Aprendi com ela como transmitir emoção com a música e fui desenvolvendo em mim essa competência. E passei a ser DJ”.

A cantora, que ficou conhecida por vencer o Festival da Canção de 1992 com ‘Amor de água fresca’, morreu no último dia 11, vítima de fibrose pulmonar, aos 62 anos de idade.

A doença obrigou-a a abandonar os palcos em 2012, mas em 2016 fez um espetáculo de despedida.

Publicado originalmente em: Flash!

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