Francisco J. Marques indignado com decisão no caso E-toupeira: “Pelos vistos, crime é desmascarar criminosos…”

Francisco J. Marques, diretor de comunicação do FC Porto, comentou esta quarta-feira a decisão do Tribunal da Relação de Lisboa de não levar a julgamento a SAD do Benfica no âmbito do processo ‘e-toupeira’.

A posição tomada pelo Tribunal vai ao encontro da decisão instrutória da juíza Ana Peres, do Tribunal Central de Instrução Criminal.

“Quando alguém corrompe alguém em benefício de ninguém. Em Portugal, pelos vistos, crime é desmascarar criminosos.”, escreveu Francisco J. Marques no Twitter, mostrando-se indignado com a decisão tomada.

“Não merece provimento o recurso do Ministério Público e do assistente Perdigão na parte em que pretendiam a pronúncia [julgamento] da Benfica SAD como coautora de todos os crimes imputados”, referiu uma fonte do TRL à agência Lusa.

O ex-árbitro Perdigão da Silva, que se constituiu assistente no processo, também apresentou recurso para a Relação de Lisboa.

Em 21 de dezembro do ano passado, a juíza Ana Peres, do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), não pronunciou (não levou a julgamento) a SAD do Benfica por nenhum dos 30 crimes pelos quais foi acusada pelo Ministério Público (MP), nem o funcionário judicial Júlio Loureiro, mas pronunciou o antigo assessor jurídico do Benfica Paulo Gonçalves e o funcionário judicial José Silva.

O MP interpôs recurso para o TRL, que foi distribuído ao juiz/relator Rui Teixeira, no qual o procurador Válter Alves defende a pronúncia da SAD ‘encarnada’ por um crime de corrupção ativa, outro de oferta ou recebimento indevido de vantagem e 28 crimes de falsidade informática: os 30 crimes que constam da acusação por si proferida.

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