Freira parte braço a menina violada por padre

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Uma freira partiu o braço a uma menina de oito anos quando viu a menor a ser violada por um padre.

A criança esperava que ela a protegesse, mas, em vez disso, chamou-lhe “prostituta”, agarrou-a e atirou-a contra uma parede, partindo-lhe um braço.

Segundos os media britânicos, em 1970, Theresa Tolmie-McGrane, que vivia no orfanato Smyllum Park, no Sul de Lanarkshire, na Escócia, foi apanhada por uma freira a ser abusada sexualmente por um padre daquela instituição, e acabou com um braço partido e cicatrizes emocionais que duraram uma vida.

A criança foi ameaçada pela irmã que se contasse alguma coisa a alguém acabava com o outro braço partido.

Agora, Tolmie-McGrane renunciou ao direito ao anonimato no inquérito escocês sobre violação infantil, onde estão a ser investigados outros casos de abusos durante os 11 anos que a mulher esteve no orfanato, que encerrou em 1980.

Agressões, humilhação, banhos com água gelada, crianças a serem forçadas a comer o próprio vómito, entre outros abusos, estão entre os crimes de que os responsáveis da instituição foram acusados.

A vítima contou ao tribunal de Edimburgo como foi a chegada ao orfanato, com seis anos, em 1968, depois de uma infância marcada pela violência.

Ela contou que dois anos depois ficou encarregue de limpar o pó aos bancos da igreja, e um sacerdote chegou ao pé dela e pediu-lhe para se sentar ao colo dele, antes de instigar a criança a ter sexo com ele.

“Ele disse: ‘Preciso que sejas um soldado de Deus, um bom soldado'”, contou a vítima em tribunal, acrescentando que as violações continuaram por vários meses. Numa das vezes, a mulher afirmou que uma freira entrou na igreja onde estava a ocorrer o abuso sexual.

“Eu pensei louvar o senhor, porque a irmã estava a ver o que se passava e ia proteger-me”, disse Tolmie-McGrane. “Mas, toda a cara da freira ficou distorcida, e eu pensei que ela estava chateada com o padre. Afinal era comigo”, acrescentou.

A menina queixou-se a outra freira com dores no braço e esta levou-a para o hospital, avisando-a de que não podia contar a ninguém o que se passou naquela igreja.

Tolmie-McGrane foi para a Universidade de Glasgow e agora trabalha na Noruega como psicóloga. “Eu, infelizmente, tenho cicatrizes físicas, e não apenas emocionais”, rematou.

Este artigo foi publicado originalmente no Correio da Manhã

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