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29/11/2019 12:30

Fundadores do Chega abandonam partido e denunciam ilegalidades na recolha de assinaturas

Jorge Castela e Pedro Perestrello, dois dos fundadores do Chega, abandonaram o partido dez meses depois da sua constituição e denunciam agora irregularidades no processo de recolha de assinaturas.

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A notícia é avançada pela revista Sábado, que indica que em causa estão “mais de mil” assinaturas falsas, entregues ao Tribunal Constitucional para a formalização do partido, a 23 de janeiro deste ano.

Perestrello denuncia ameaças e ilegalidades de Nuno Afonso, atual chefe de gabinete do deputado único André Ventura.

“O Nuno estava sempre a esconder e a evitar que olhássemos para as assinaturas. Pedimos várias vezes. Nós achávamos muito estranho”, revelou.

“Entre nós, nunca ninguém acreditou que o responsável por organizar e contar as assinaturas não tenha reparado que existem cerca de 300 páginas todas com a mesma caneta, a mesma letra e assinaturas todas parecidas!”

Jorge Castela comunicou o afastamento em março. Na altura enviou um email ao partido onde falava de “práticas criminosas”, “dolo e negligência” e criticava o “secretismo” do processo de recolha de assinaturas.

“Estamos a falar de um lote de assinaturas em número superior a 1300, de fichas em que era manifesta e imediatamente percetível tratarem-se de documentos falsificados e/ou contrafeitos”, cita a Sábado.

O Ministério Público está a investigar o processo, desde abril.

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Redação

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