Governo cria comissão para saber quanto custa recuperar tempo de serviço docente

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O Governo vai criar uma comissão técnica para apurar o custo financeiro da recuperação do tempo de serviço congelado dos professores. Oito meses depois da declaração de compromisso, o Executivo aceita fazer novas contas para reiniciar as negociações com os sindicatos de professores em setembro. Os sindicatos mantêm greve até sexta.

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, defendeu após a reunião que a análise da comissão será importante para se “mitigar os sete anos de congelamento”. “Acredito que a comissão chegará a bom porto”, afirmou. O ministro insistiu que a reunião correu bem. “A recuperação total tem vicissitudes impossíveis se comportar” mas os “números sólidos” a que os técnicos chegarão podem abrir caminho negocial.

Os dirigentes sindicais acreditam que a comissão concluirá as contas até final do mês. E as negociações serão retomadas no início de setembro. O limite, frisou João Dias da Silva, da FNE, é 15 de outubro, data da entrega da proposta do orçamento do estado. Mário Nogueira, líder da Fenprof, garantiu que os professores não abdicam dos nove anos, quatro meses e dois dias de serviço congelado. A greve às avaliações vai manter-se até sexta-feira, assim como os protestos agendados para o arranque do ano letivo.

Nogueira frisou que pela primeira vez o Governo não recusou liminarmente a recuperação do tempo. “Estas lutas não são fáceis, nem curtas”, sublinhou aos docentes que se concentraram à porta do ministério à espera do final da reunião.

A primeira reunião da Comissão deve realizar-se na próxima semana e os dirigentes sindicais acreditam que os técnicos cheguem a uma conclusão.

Este artigo foi publicado originalmente no Jornal de Notícias

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