Governo instala quatro centros de segurança social para apoiar populações afetadas pelo incêndio de Pedrógão Grande

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O Primeiro-Ministro António Costa anunciou que serão instalados quatro centros operacionais da Segurança Social em Pedrógão Grande, Avelar, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera «para dar resposta quer a alojamentos de emergência, quer a apoios sociais de emergência que sejam necessários», na sequência do incêndio florestal na região.

Numa declaração no final da reunião com os autarcas de Figueiró dos Vinhos, Pampilhosa e Pedrógão Grande, o Primeiro-Ministro anunciou ainda que «ficam encerrados por tempo indeterminado» os estabelecimentos de ensino dos concelhos de Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, sendo as provas de exame ou de aferição dos alunos residentes nestes concelhos adiadas.

«Em devida altura, serão remarcadas para que as possam realizar nas melhores condições», acrescentou, pedindo às rádios que transmitam estas informações, uma vez que em muitas aldeias a eletricidade está cortada e a rádio é a única fonte de informação das populações.

António Costa informou ainda que a Secretária de Estado da Segurança Social, Cláudia Joaquim, permanecerá em Pedrógão Grande para organizar as respostas necessárias e que o Ministro do Planeamento, Pedro Marques, coordenará o conjunto de apoios necessários à reconstrução.

Identificar as vítimas

«Infelizmente a situação não está ainda concluída e prossegue um trabalho muito penoso de identificar, aldeia a aldeia, eventuais vítimas», referiu.

O Primeiro-Ministro disse que «as equipas da Polícia Judiciária e Medicina Legal estão a trabalhar na identificação das vítimas, e as Forças Armadas estão a reforçar a sua presença com batalhões, quer da Marinha, quer do Exército».

As Forças Armadas irão não só ajudar no rescaldo do incêndio, rendendo os homens no terreno, mas também ajudarão as equipas da Proteção Civil e os funcionários da Segurança Social a deslocarem-se às aldeias ainda não acessíveis.

O Primeiro-Ministro afirmou que ainda existem aldeias em risco, embora tenham já sido evacuadas pela GNR, e apelou «a todas as pessoas para que, sempre que receberem indicações das autoridades, é imperioso que as sigam: a principal prioridade tem de ser a salvaguarda das vidas humanas».

«Calamidade humana desproporcionada»

«Temos aqui uma situação muito específica: pela primeira vez há uma calamidade de dimensão humana absolutamente desproporcionada àquilo que é o número de incêndios e os impactos materiais destes incêndios», afirmou.

«As lições tiram-se no momento próprio, agora o que interessa é combater os incêndios em curso, apoiar famílias enlutadas, identificar vítimas, restabelecer infraestruturas de comunicações e de eletricidade», resumiu.

No que respeita aos meios de combate aos incêndios, António Costa afirmou que entre os meios portugueses e o reforço aéreo proveniente de Espanha e de França, «são ajustados às necessidades».

O incêndio de Pedrógão Grande, que causou cerca de seis dezenas de mortos, deflagrou ao início da tarde de 17 de junho numa área florestal e alastrou-se aos municípios vizinhos de Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos.

O Conselho de Ministros decretou três dias de luto nacional em memória das vítimas.
Este artigo foi publicado originalmente no Portal do Governo de Portugal

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