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Governo: PCP relativiza saída de Centeno das Finanças e critica “opções políticas”

O PCP relativizou hoje a “decisão pessoal” de Mário Centeno deixar a pasta das Finanças, argumentou que o mais importante são “as opções políticas” e admitiu que o Governo tem falhado nas respostas à situação no país.

“A questão não está centrada no ministro, a questão centra-se nas opções tomadas pelo Governo”, afirmou a deputada Paula Santos, líder interina da bancada do PCP, num comentário à remodelação de hoje, em que Mário Centeno foi substituído pelo secretário de Estado do Tesouro como ministro das Finanças.

Para Paula Santos, foi uma “decisão pessoal” do ministro e o importante é que “haja opções políticas que permitam adotar políticas para tomar decisões concretas” para responder quer aos problemas sociais e económicos causados pelo surto epidémico quer aos “problemas estruturais” do país.

A deputada comunista afirmou ser necessário “valorizar o trabalho e os trabalhadores, a necessidade de aumentar a produção nacional, o investimento público e serviços públicos”.

No global, admitiu a dirigente comunista, o executivo “não tem dado as respostas que o PCP entende que são necessárias” para resolver os problemas de Portugal.

Paula Santos evitou qualquer comentário às “especulações” sobre uma eventual escolha do até agora ministro das Finanças para governador do Banco de Portugal.

O Presidente da República aceitou hoje a exoneração de Mário Centeno como ministro de Estado e das Finanças, proposta pelo primeiro-ministro, e a sua substituição por João Leão, até agora secretário de Estado do Orçamento, com a tomada de posse marcada para segunda-feira.

Secretário de Estado do Orçamento desde novembro de 2015, João Leão tem sido responsável pela política orçamental dos governos de António Costa.

Será João Leão que, no próximo dia 17, vai apresentar na Assembleia da República, a proposto do Governo de Orçamento Suplementar hoje aprovada em Conselho de Ministros.

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