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10/10/2019 14:39

Governo: “Temos todos que trabalhar para a estabilidade” — UGT

Por Lusa

Lisboa, 10 out 2019 (Lusa) — A presidente da União Geral de Trabalhadores (UGT) defendeu hoje, após uma reunião com o primeiro-ministro indigitado, que a estabilidade não é responsabilidade apenas do Governo, mas também dos parceiros sociais, pelo que “todos devem trabalhar” para a alcançar.

“Não é uma questão de acreditar, nós precisamos dessa estabilidade, e a estabilidade é fundamental para a progressão e para que o país tenha progresso. Portanto, temos todos que trabalhar para essa estabilidade, não compete só ao Governo, compete também a todos os parceiros sociais e a UGT estará disponível para essa estabilidade”, afirmou Lucinda Dâmaso.

A líder da central sindical falava aos jornalistas na sede do PS, em Lisboa, onde esta manhã o líder socialista e primeiro-ministro indigitado esteve reunido com a UGT, com a CGTP e também com as confederações patronais.

A esta reunião, a UGT trouxe o seu caderno reivindicativo, que inclui a proposta de aumento do salário mínimo.

“Nós iremos, com certeza, lutar para que estas questões que estão no nosso caderno de política para todos os trabalhadores nos próximos quatro anos seja discutido na sede própria, a concertação social, e que tenhamos os ganhos e assumamos os compromissos todos que devemos assumir”, adiantou Lucinda Dâmaso.

Uma das questões enfatizada da parte da UGT prendeu-se, precisamente, com “a importância da concertação social, e a importância que a concertação social tem, obviamente, que ter nestes próximos quatro anos, no sentido de aí serem discutidas todas as matérias que tenham a ver com o trabalho e com os trabalhadores”, referiu a dirigente sindical.

A presidente da UGT defendeu então, junto do primeiro-ministro indigitado, que o âmbito da concertação social deve ser alargado, através do aumento dos temas discutidos e analisados naquele fórum.

Para esta central sindical, “não é só a questão do salário mínimo que tem importância dentro da concertação social, mas todas as outras questões, como a política de rendimentos, a política da fiscalidade”.

Assim, esta central sindical está disponível para “em sede de concertação assumir os compromissos que se entenderem”, adiantou a presidente, vincando que “a UGT é uma central de compromissos” que prefere abdicar de algo a ter uma derrota.

De acordo com a presidente da UGT, António Costa também “salientou a importância da concertação social” bem como a importância de rever a política de rendimentos e a política da fiscalidade”.

“Portanto, estivemos em sintonia quanto às matérias que deveriam ser tratadas na concertação social assim que o Governo tome posse”, vincou a responsável.

Questionada sobre os desafios que a UGT antecipa para a próxima legislatura, Lucinda Dâmaso referiu as carreiras da administração pública e a questão salarial, que “é muito complexa”.

Apontando que hoje “qualquer trabalhador da função pública ganha bem menos do que aquilo que ganhava em 2009”, a dirigente sindical defendeu que “as carreiras terão que ser revistas”.

“Já foi uma promessa eleitoral, e essa será com certeza uma grande dificuldade que nós teremos. Mas penso que, com negociação e com vontade de ambas as partes nós podemos conseguir chegar a um final que não seja negativo para os trabalhadores”, advogou.

Lusa

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