Gritos de menor em vídeo de tentativa de violação causam indignação

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Depois de, em agosto do ano passado, um vídeo de uma jovem com deficiência mental, vítima de uma violação coletiva, ter chocado a opinião pública, em Marrocos, um novo episódio de violência sexual volta a gerar reações no país.

Um vídeo de menos de um minuto que mostra um jovem a tentar violar sexualmente uma menor foi divulgado na terça-feira, nas redes sociais. Os gritos e apelos bem audíveis da vítima fizeram o caso chegar à imprensa marroquina e internacional e parecem ter emocionado aquele país, onde a cultura da violação vai prevalecendo. “Não tens coração? Não tens uma irmã? Gostavas que lhe fizessem o mesmo?”, suplicava a jovem.

Nas imagens, que não divulgamos, o rapaz despe a menor perante uma câmara e o olhar de quem assiste aparentemente apático à cena, que decorre à luz do dia, em Benguerir.

A polícia demorou menos de um dia para identificar e deter o agressor, desde que o vídeo foi divulgado. Segundo o jornal marroquino “Telquel”, trata-se de um jovem de 21 anos, que responde pelas iniciais de Y. L., e vive na localidade de Bouchane, na província de Rehamna, em Marraqueche. De acordo com o mesmo jornal, a vítima tem 17 anos e recebeu apoio psicológico na sequência da divulgação do episódio. O caso aconteceu em janeiro, mas só agora foi tornado público.

Um comunicado emitido pelas autoridades da província de Rehamna, datado de 28 de março (quarta-feira), revela que o agressor e a vítima residem em bairros diferentes da comuna de Aït Hammou. A mesma nota precisa que a terceira pessoa envolvida no caso, que filmou o vídeo, foi identificada e está a ser procurada pela polícia.

Segundo o “Telquel Arabi”, o caso chegou ao Parlamento que condenou a agressão de que a adolescente foi vítima, durante a sessão de terça-feira.

O suspeito da tentativa de violação será presente a um juiz na quinta-feira.

Em agosto do ano passado, um caso de violação coletiva, em que um grupo de menores violava uma mulher com deficiência mental num autocarro em Casablanca, provocou uma onda de indignação no país.

Este artigo foi publicado originalmente no Jornal de Notícias

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