Há 38 anos, acontecia o casamento mais mediático do século.

Para muitos, era visto como um conto de fadas.

Mas, a historia de encantar viria a revelar-se uma história de desencanto e de traições. E acabou em tragédia.

Mas o casamento de Diana com o Príncipe Carlos será sempre recordado como um acontecimento mundial. Com efeito, o mundo quase parou para ver a cerimónia.

O enlace culminou um namoro que durou menos de um ano e durante o qual os noivos quase nem se viram.

Os caminhos de Carlos e Diana já se tinham cruzado no passado. Mas o príncipe começou por namorar com a irmã mais velha de Diana.

Diana Spencer nasceu no seio de uma família aristocrata. Era filha de Edward Spencer, oitavo conde Spencer, e de Frances Burke, filha do quarto barão de Fermy.

Em 1975, com a morte do seu avô paterno, Diana e as irmãs receberam o título de Lady, e o irmão, Charles, o título de Visconde Althorp.

Desde criança que Diana participava nos eventos da família real britânica. A partir de 1978, Diana e as irmãs eram constantemente convidadas para aniversários e outras actividades junto da monarquia.

Quer isto dizer que os caminhos de Diana e Carlos cruzaram-se várias vezes. Conheciam-se há anos, mas a diferença de idades entre ambos – 12 anos – impediu o casal de se conhecer formalmente até ao verão de 1980, quando Diana tinha apenas 19 anos.

O casamento de Carlos Diana teve lugar a 29 de julho de 1981, na catedral de St. Paul’s, em Londres.

Estima-se que 800 milhões de pessoas terão assistido à cerimónia, em todo o mundo, através da transmissão televisiva. Terá mesmo sido o casamento mais visto de sempre.

A cerimónia contou com 3500 convidados, entre chefes de Estado, chefes de Governo, famílias reais de todo o mundo, família, amigos e demais figuras da nobreza e da aristocracia britânica. Um acontecimento mundial a que a família real Britânica há muito não estava habituada.

Antes, durante o ano anterior ao casamento, as aparições de Dianas e Carlos juntos, começaram a atrair a atenção da imprensa britânica que começou a falar num novo romance.

No dia 6 de fevereiro de 1981, Carlos combinou um encontro com Diana no Castelo de Windsor onde a pediu em casamento.

No dia 23 de fevereiro, depois de contar as novidades à família e aos amigos, Diana saiu do seu apartamento e foi para o Palácio de Buckingham. No dia seguinte, a família real anunciou o noivado. Diana já não saiu do palácio.

Faltavam 6 meses para o evento do século e que o Bispo de Canterbury descreveu como “um conto de fadas”.

Mas não terá sido bem assim.

Durante os quase 6 meses de noivado, Carlos e Diana apenas se viram 12 vezes.

Para muitos, o casamento terá sido uma precipitação que terá sido desencadeada pela pressão exercida pelo duque de Edimburgo junto do filho mais velho.

Com o casamento, Diana recebeu o título de Sua Alteza Real a Princesa de Gales. Além disso, era ainda Condessa de Chester, Duquesa da Cornualha e Baronesa de Renfrew.

O vestido de noiva foi criado pelos estilistas David e Isabel Emanuel que trabalharam em segredo para a concepção de uma peça que jamais foi esquecida.

A tiara usada pela noiva era a Tiara Spencer, uma tiara de ouro, com diamantes. Nos sapatos de Lady Diana, 150 pérolas cobriam o motivo central em forma de coração. O príncipe Carlos, por sua vez, vestiu um uniforme naval.

A aliança da futura Princesa de Gales foi feita dos restos de uma pepita suave do ouro galês, extraída da famosa mina de Ouro ‘Clogau St. David’. A mesma pepita também forneceu ouro para os anéis da Rainha mãe, da rainha Isabel, e das princesas Margaret e Anne. No interior da simples aliança de ouro, gravaram as palavras ‘I Love You, Diana’.

Apesar de não ser visível, havia um amuleto de boa sorte escondido no vestido de Diana: uma jóia em ouro de 18 quilates em forma de ferradura, incrustada com diamantes brancos.

Antes de Diana, o príncipe Carlos namorou com outra Spencer. Com efeito, Carlos namorou a irmã de Diana, Lady Sarah, seis anos mais velha que Diana. De resto, foi Sarah quem apresentou os futuros noivos, numa festa em 1977, quando Diana tinha apenas 16 anos.

O casamento que muitos consideraram ‘um conto de fadas’ revelou-se, afinal, um equívoco. A sempre implacável imprensa britânica chegou mesmo a apelidar o casamento de ‘tragédia grega’.
Robert Jobson, biógrafo do príncipe de Gales, revelou mesmo que Carlos lhe havia confidenciado que a união com Diana tinha sido “um erro terrível”.

O casamento durou 11 longos anos. Surpreendentemente, foi a rainha Isabel quem encorajou o divórcio escrevendo uma carta a ambos. Foram anos de negociações para tentarem contornar a situação e evitarem o escândalo público. Mas o casamento acabou mesmo, a 28 de agosto de 1996.

Diana foi autorizada pela família real a manter o seu título de Princesa de Gales. Outro título que nunca perdeu – este dado pelos britânicos comuns – foi o de ‘Princesa do Povo’.

Diana também foi autorizada a permanecer no Palácio de Kensington enquanto William e Harry foram pequenos.

Apenas um ano depois do divórcio, Diana acabou por morrer num trágico acidente de automóvel, em Paris, em agosto de 1997.

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