Há outro português no palco da Eurovisão… e vai representar o Azerbaijão

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Cláudia Pascoal e Isaura não serão os únicos cantores portugueses a pisar o palco da Eurovisão em Portugal. O cantor Rui Andrade, 33 anos, também vai lá estar, a representar o… Azerbaijão.

Não será a primeira vez. Em 2014, integrou a equipa da Rússia.

Em entrevista à N-TV revela o sonho de representar Portugal na Eurovisão para oferecer a vitória aos pais. Para lá chegar terá de vencer o Festival RTP da Canção, concurso em que já participou por três vezes (2011, 2012 e 2014). Terminou sempre em terceiro lugar.

Como recebeu este convite para participar na comitiva do Azerbaijão?

Em primeiro lugar, obrigado por esta oportunidade e muitos parabéns pelo excelente trabalho que tem sido realizado pela N-TV, agora também neste canal especial da Eurovisão.
Bom, eu fiz parte da equipa da Rússia no festival da Eurovisão em 2014, e a equipa criativa é a mesma que trabalha agora a participação do Azerbaijão…

A porta ficou aberta, portanto…

Sim, ficou [risos). Desde então, quase todos os anos me convidaram para integrar a sua equipa novamente, mas por impossibilidade profissional minha, não consegui… Este ano, felizmente, consegui organizar a minha agenda para poder integrar este projeto e obviamente estou muito feliz.

Até porque é um fã da Eurovisão…

Sim, assumo. E essa foi uma das razões fundamentais. Eu adoro o mundo eurovisivo e o meu sonho de sempre é um dia representar o meu pais no certame. Depois porque fazer parte desta equipa é uma honra, dado o profissionalismo que põem neste trabalho e principalmente porque tratam-me como artista que sou, e isso é muito importante.

O facto de este ano a Eurovisão ser em Portugal tem um gostinho diferente para si?

Claro que sim… E tenho cá um feeling que este ano será um festival incrível que ficará na memória de muitos eurofãs que virão ao nosso país.

Porquê?

Em 2014, senti a vontade que as comitivas e os próprios media tinham para que o festival fosse no nosso país, e finalmente conseguimos… E sem duvida que pisar o palco do maior evento de música do mundo, ainda por cima no meu país que tanto adoro, é um gosto enorme e uma honra.

Ousada e sensual. Veja a fotogaleria de Rui Andrade que preparámos para si. Clique nas setas

Até onde pode ir a canção do Azerbaijão? Quais são os seus pontos fortes?

Acho que esta canção está muito bem pensada, bem escrita. Será muito bem interpretada no palco da Altice Arena, e como disse anteriormente, está pensada ao pormenor, a todos os níveis, quer musicalmente, quer em termos de performance de palco, quer em termos de guarda-roupa, realização… Está tudo pensado e espero que chegue facilmente ao público que vai assistir por esse mundo fora…

Recorde aqui a música:

Como foi essa experiência com a delegação russa?

Foi sem dúvida das melhores experiências profissionais da minha vida. Cantar para 200 milhões de pessoas não é para qualquer um e viver a experiência em si, poder trabalhar com os melhores técnicos e com o equipamento de áudio e vídeo mais atual e desenvolvido, faz com que seja uma experiência que nunca irei esquecer…

E esse sonho de representar Portugal na Eurovisão?

É sem duvida o sonho da minha vida. Herdei esta vontade dos meus pais, e hei-de tentar consegui-lo para oferecer essa participação aos meus pais. Creio que a responsabilidade de representar um país é enorme, mas sinto que tenho a força necessária para enfrentar a Eurovisão dos nossos dias, que é definitivamente mais exigente que um desporto de alta competição. Já lá estive três vezes. Vamos ver se a vida e os portugueses me dão essa responsabilidade.

Recorde aqui a última participação de Rui Andrade no Festival RTP da Canção, em 2014, com a música “Ao teu Encontro”:

Depois da vitória de Salvador Sobral, o que espera da nossa canção este ano, “O Jardim”?

Pelo que vou lendo, os comentários são muito positivos, o que me deixa contente. Uma nova vitória não me parece que vá acontecer, mas nunca se sabe. Espero que a nossa bandeira seja bem representada e, isso sim, é o mais importante.

Texto de Nuno Azinheira

Este artigo foi publicado originalmente no Diário de Notícias

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