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Há um país na Europa onde o coronavírus parece nunca ter existido

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Há um país na Europa por onde o coronavírus parece nunca ter passado. Na Islândia, os bares e os restaurantes estão cheios e os habitantes usufruem dos pequenos prazeres da vida sem medo, tal qual como se fazia antes de a pandemia de Covid-19 ter vindo abanar o Mundo e mudar a vida de todos nós.

As atrações geológicas, que cada vez mais vinham a atrair visitantes de todo o Mundo, estão novamente abertas ao turismo. É uma realidade paralela para quem chega, onde uma coisa tão banal como almoçar numa esplanada cheia de gente na capital Reykjavik se tornou numa experiência tão ansiada como mergulhar nas famosas termas da Lagoa Azul.

Mas numa altura em que o País deveria estar a ‘abarrotar’ de turistas – não estivéssemos nós em plena época alta de Verão – a Islândia parece um paraíso encantado onde as principais atrações turísticas estão praticamente vazias.

Mas desengane-se quem pensa que a Covid-19 não fez estragos no país. No início da pandemia, a infeção alastrou-se entre os habitantes da ilha com uma população pouco superior a 300 mil, mas graças a um poderoso sistema de rastreio e testagem, o governo islandês conseguiu conter a força da doença, estando neste momento praticamente erradicada.

As fronteiras reabriram no dia 15 de junho, inclusivamente para cidadãos oriundos de Portugal, e dois dias depois a população comemorou o feriado nacional nas ruas, deixando para trás as máscaras e qualquer distanciamento físico. Algo que na maioria dos países ainda não é uma realidade e parece estar longe de deixar de ser um sonho.

Mas, para continuar a manter esta tranquilidade sanitária, a Islândia está a apertar as medidas aos turistas que queiram entrar no seu território. É obrigatório o uso de máscara nos aviões e no Aeroporto Internacional de Keflavík, e à chegada os visitantes são submetidos a um teste de despistagem ao coronavírus, com o custo aproximado de 100 euros por pessoa.

No caso de o resultado ser positivo, os passageiros terão de entrar imediatamente em quarentena durante 14 dias, independentemente de quais sejam os planos que tenham para a viagem. Quem optar por não realizar o teste, pode submeter-se voluntariamente ao isolamento profilático. Só depois poderá circular livremente. Caso o teste acuse negativo, os visitantes poderão disfrutar da Islândia sem quaisquer restrições.

Mas este sucesso no combate ao coronavírus não foi sempre uma realidade. No início da pandemia, a Islândia era um dos países da Europa com maior taxa de infeção na Europa. Algo que foi rapidamente revertido devido a uma testagem massiva e a uma rápida identificação por parte das autoridades de saúde regionais dos focos da doença.

Atualmente, a Islândia contabiliza 1823 infetados, 10 mortes e apenas oito casos ativos. Os habitantes preocupam-se agora com o aumento do desemprego, uma realidade manifestada globalmente, e que se deve em grande escala à quebra do turismo.

Este artigo foi publicado originalmente no Correio da Manhã

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