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Historiadora de arte Ana Mântua assume direção do Museu Nacional de Soares dos Reis

Porto, 23 jun 2020 (Lusa) — A historiadora de arte Ana Mântua, antiga coordenadora da Casa-Museu Anastácio Gonçalves, em Lisboa, vai assumir a direção do Museu Nacional de Soares dos Reis, no Porto, anunciou hoje a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC).

Em comunicado, a DGPC realça que a nomeação é feita em regime de substituição até estar terminado o concurso público internacional para o cargo, recentemente aberto.

Ana Mântua substitui Maria João Vasconcelos, que esteve à frente do museu desde 2006 e agora se aposentou.

Segundo a biografia disponibilizada pela DGPC, Ana Mântua é licenciada em História da Arte, tendo uma pós-graduação em Gestão das Artes e mestrado em Arte, Património e Restauro da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Desde 2013, coordenou a Casa-Museu Anastácio Gonçalves, “onde exerceu funções inerentes à sua gestão, nomeadamente programação cultural e comissariado de exposições, reprogramação museológica da coleção permanente e conceção do novo projeto museográfico, posto em prática nas obras de requalificação realizadas em 2018 e 2019”.

Ana Mântua esteve também ligada, como técnica superior, a instituições como Mosteiro dos Jerónimos/Torre de Belém e Museu Nacional do Azulejo.

A DGPC realça que, em 2004, “enquanto técnica superior do antigo Instituto Português do Património Arquitetónico e Arqueológico, desenvolveu um projeto internacional de salvaguarda do património na Ilha de Moçambique”.

No final de maio, foram abertos os concursos internacionais para seleção de nove direções de museus e monumentos nacionais, no quadro do novo regime jurídico de autonomia de gestão, entre as quais a do Soares dos Reis.

Primeiro museu público de arte do país, o Museu Nacional de Soares dos Reis foi fundado como Museu Portuense de Pinturas e Estampas, em 1833, com o objetivo de “recolher os bens confiscados aos conventos abandonados do Porto e aos extintos de fora do Porto (mosteiros de S. Martinho de Tibães e de Santa Cruz de Coimbra)”, como explica a página da instituição.

O museu adquiriu o estatuto de nacional em 1932 e mudou-se para o Palácio dos Carrancas oito anos depois, onde permanece desde então.

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