Homicida de Maëlys confessa ter assassinado soldado que estava desaparecido

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Nordahl Lelandais, o homem que admitiu ter matado a pequena luso-descendente Maëlys de Araújo, confessou esta sexta-feira ser também ele o responsável pela morte do militar Arthur Noyer, de 24 anos, que estava desaparecido desde abril de 2017.

Lelandais, que levou seis meses a confessar a morte de Maëlys, foi extraído da unidade hospitalar especializada do Hospital Vinatier, perto de Lyon, onde estava há cerca de um mês, e voltou a ser ouvido pelas autoridades francesas sobre o caso do militar desaparecido e cujas ossadas foram encontradas numa zona de mato.

Segundo o Le Parisien, Lelandais confessou à polícia que esteve envolvido no desaparecimento e morte de Arthur Noyer, mas recusou dar mais pormenores aos investigadores.

Já tinha confessado ter dado boleia a militar após festa gay

Lelandais já tinha admitido à polícia que deu boleia ao jovem de 24 anos depois de este ter saído de uma festa numa discoteca gay. As autoridades já tinham cruzado os registos telefónicos dos dois homens, que provam que Lelandais e Noyer estavam na mesma área ao mesmo tempo e que estiveram na mesma festa. O homem, que diz ter matado a menina lusodescendete “de forma acidental”, afirmou na altura que deixou o militar a meio do caminho de casa na madrugada do dia 12 de abril.

Parte do crânio de Arthur Noyer foi encontrada numa zona de mato em Montmelian, perto de Chambery, cinco meses depois do seu desaparecimento.

Imagens de videovigilância captaram o carro de Lelandais no local e os investigadores descobriram que o suspeito pesquisou “decomposição do corpo humano” na Internet logo após o desaparecimento do militar.

Segundo os meios de comunicação franceses, Lelandais é também investigado por outros desaparecimentos que nunca foram resolvidos, incluindo o de Jean-Cristophe Morin e o de Ahmed Hamadou, ambos homossexuais que desapareceram numa festa na mesma discoteca frequentada por Lelandais, com um ano de diferença entre eles.

Lelandais surge ainda ligado ao desaparecimento de uma mulher de 19 anos, ocorrido em 2011, e de um homem com cerca de 40 anos em 2016.

Lelandais confessou ter matado Maëlys de Araújo depois de ter sido confrontado com várias provas: imagens de videovigilância que mostravam um vulto parecido com a menina no seu carro e uma microgota de sangue encontrada no veículo do francês.

As ossadas de Maëlys foram depois encontradas numa zona montanhosa em Domessin, perto de onde o homicida morava. Lelandais nunca chegou a revelar as circunstâncias da morte da criança. Foi ouvido pela polícia a 19 de março, e depois voltou a ser hospitalizado como forma de evitar que se suicidasse.

Este artigo foi publicado originalmente no Correio da Manhã

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