Homicida de Vila real repete tragédia do irmão gémeo

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Adolfo Pinto repetiu dez anos depois a tragédia cometida pelo irmão gémeo no Liechtenstein. Em fevereiro de 2008, o irmão do homicida, Joaquim, matou a mulher, que lhe tinha pedido o divórcio, com um tiro, na rua, e suicidou–se usando a mesma arma.

Na quinta-feira, Adolfo seguiu-lhe os passos : assassinou à facada a amante Nélia Moniz, de 49 anos, depois daquela ter também decidido terminar a relação. Matou ainda os cães da vítima à facada e enforcou-se horas depois num poste de alta tensão, junto à barragem de Bagaúste, em Lamego.

A investigação da Polícia Judiciária de Vila Real permitiu já apurar que Nélia, que era cabeleireira, foi morta de forma muito violenta no seu apartamento na avenida D. Dinis. Tinha golpes profundos no pescoço e em cima do seu corpo estavam dois caniches, mortos da mesma maneira.

As autoridades estão convictas de que Adolfo terá atacado os animais num momento de fúria. Na cozinha existia muito sangue e Nélia apresentava ainda várias feridas defensivas, o que indica que fez tudo para se salvar.

Adolfo, de 50 anos, vivia no Liechtenstein e trabalhava numa gráfica na Suíça. Era casado e tinha uma filha maior de idade. Após conhecer Nélia decidiu deixar a mulher, a quem disse que iria “fazer a sua vida”.

Levantou o dinheiro da conta para comprar um apartamento para a amante mas, nos últimos dias, depois de Nélia ter decidido terminar o relacionamento, Adolfo não aceitou a rejeição. Matou-a e matou-se de seguida.

Filho menor está a ter apoio psicológico

Foi o filho menor de Nélia, um rapaz de apenas 14 anos, quem encontrou o cadáver da mãe ao final da tarde, quando regressava das aulas. O jovem ficou em choque, apanhou um táxi e pediu ajuda numa pastelaria. Desde então, o menor está a ter apoio psicológico. Encontra-se atualmente junto do pai. Nélia tinha-se separado deste homem há alguns anos. A mulher tinha ainda uma filha.

Fugiu no carro da vítima

Após assassinar Nélia à facada, Adolfo Pinto fugiu no carro da vítima, um Mercedes C220 vermelho, que foi depois encontrado junto ao local onde o homem se enforcou.

Não apanhou avião

Adolfo tinha avião marcado para as 15h00 de quinta-feira, mas não chegou a apanhar o voo. Em vez disso, o homem iniciou uma fuga de carro.

Alertou para suicídio

Após o crime, Adolfo ainda terá ligado para a mulher, que tinha no Liechtenstein, a dizer que iria tomar comprimidos, indicando que se iria suicidar.

Enforcou-se em poste de alta tensão

Depois de matar Nélia Moniz, Adolfo Pinto conduziu durante várias horas pelo distrito de Vila Real. Guiou até São Martinho de Anta, Sabrosa, para procurar apoio junto de um casal amigo com quem trabalhou num restaurante na Suíça. Mas não terá conseguido encontrar os amigos e decidiu rumar, por estradas nacionais, até à barragem de Bagaúste, em Lamego, onde acabou por se suicidar.

A Polícia Judiciária de Vila Real, que durante várias horas tinha seguido a localização celular do telemóvel do homicida, encontrou Adolfo Pinto enforcado num poste de alta tensão, num terreno de socalcos em frente à barragem. A menos de dez metros do corpo estava o Mercedes de Nélia, ainda com a chave na ignição.

Este artigo foi publicado originalmente no Correio da Manhã

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