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Incêndios: Apenas Castelo Branco e Guarda mantêm alerta vermelho no domingo

Lisboa, 18 jul 2020 (Lusa) — A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) reduz a partir de domingo o nível de alerta em vários distritos e deixa em alerta especial de nível vermelho, o mais grave, apenas dois distritos, Castelo Branco e Guarda.

Até hoje, devido à ameaça de fogos, estão 10 distritos no nível mais grave, mas a situação muda a partir da meia noite, disse em conferência de imprensa, na sede da ANEPC, o comandante de agrupamento distrital da proteção civil, Luís Belo Costa.

Tendo em conta as condições meteorológicas previstas, os distritos de Faro, Lisboa e Setúbal passam a alerta amarelo e os restantes distritos do continente ficam a partir de domingo em alerta laranja, o segundo mais grave.

Na conferência de imprensa, Belo Costa disse que até às 18:30 de hoje tinham sido contabilizados 128 incêndios (um deles uma reativação), tendo sido mobilizados ao todo 3.700 operacionais, especialmente bombeiros, cerca de mil veículos e 83 meios aéreos.

De todos os incêndios, o responsável destacou quatro como mais problemáticos ao fim da tarde de hoje, dois no distrito do Porto, um em Valongo e outro em Paredes, um em Ourém, no distrito de Santarém, e outro em Bodiosa, distrito de Viseu.

Às 18:30 havia oito incêndios ativos, mas segundo Belo Costa em nenhum deles se registou perdas de habitações ou acidentes com pessoas.

Só os quatro incêndios que inspiram maiores cuidados empenhavam às 19:00 cerca de mil operacionais.

Na conferência de imprensa, Belo Costa fez também referência ao incêndio da Serra de Santa Catarina, distrito de Leiria, que foi dominado durante a tarde, tendo os bombeiros descoberto no combate às chamas um veículo carbonizado com uma pessoa também carbonizada, desconhecendo-se as causas, que vão agora ser apuradas.

Segundo fonte da ANEPC, o despiste da viatura poderá ter sido a origem do incêndio.

Belo Costa disse que em relação a sexta-feira, hoje houve menos incêndios, mas houve ocorrências mais violentas, e insistiu para que as pessoas evitem comportamentos de risco, como usar fogo, andar nas florestas ou operar máquinas agrícolas. Alguns dos incêndios de hoje, disse, deveram-se ao uso de máquinas.

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