“Sou indestrutível. Pareço uma barata”, diz Castelo Branco

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Como está a correr o seu regresso a Portugal?
Tem sido a loucura das loucuras. Não estava nada à espera. Ganhei mais cinco mil seguidores no Instagram. A receção no aeroporto e nas ruas é inacreditável. Chego a um público que nunca pensei que conseguisse.

As pessoas abordam-no na rua?
As pessoas vêm ter comigo e isso irrita muita gente. Estou na maior com toda a gente e cumprimento todas as pessoas. Trato toda a gente de forma igual. O segredo é sermos nós próprios com toda a gente. Não é pelo facto de uma pessoa lavar o chão que é menos digna do que a senhora condessa ou marquesa.

Aderiu às redes sociais recentemente. Porquê?
Para estar mais próximo das pessoas. No início do ano fiz uma página no Facebook, ganhei 20 mil seguidores muito rápido e depois comecei a receber mensagens impróprias.

Como assim?
Tanto recebia mensagens de boa noite ou ramos de rosas como de pilinhas dos pervertidos e maminhas das pervertidas. Cansei-me do Facebook e decidi eliminar a conta. Não estava para aquilo. Em março, criei uma página no Instagram. Decidi contemporizar-me em tecnologias e aprendi como trabalhar no Instagram.Já tem quase 25 mil seguidores…
Sim. Recebo comentários positivos e negativos. Quando são mal-educados, controlo-me e respondo: ‘Tenha amor dentro do coração e reze o terço. Faça penitência e fuja dos demónios.’ Combato o ódio com amor. Às pessoas que me querem mal, respondo com amor. Aos positivos, respondo com beijos.

Nunca vai a baixo com os comentários negativos?
Claro que não. Às vezes estou a noite toda, até às cinco e seis da manhã, a ver comentários. As pessoas falam e desabafam muito comigo. Veem em mim uma pessoa que as pode ajudar. Já recebi mensagens de pessoas que se queriam suicidar. Tornei-me num psicólogo. Nós vivemos num Mundo em que as pessoas não têm tempo para nada. Deixou-se de respeitar o próximo. Os filhos não estão com os pais, a mãe fica a ver a novela, o pai vê as notícias… As pessoas não têm com quem falar e veem no Zé tudo aquilo que não têm em casa.

E recorrem a si…
Sou um ótimo educador. Dou-lhes boas vibrações, boas energias. Mesmo quando aparecem aqueles grupos de doidos a arrotarem e a fazerem coisas mais patéticas, mando-lhes um beijo e digo-lhes para terem juízo.

A naturalidade com que lida com as coisas é a sua arma?
Sim. Em vez de me mostrar chocado faço o contrário. Acredito que isso incomoda muita gente.

Tem aproveitado para estar com o seu filho, Guilherme. Como é que ele está?
Está ótimo. Tenho passado tardes com ele mas ainda não consegui matar saudades. Mas agora sinto muito a falta da minha Betty…
A Betty ficou em Nova Iorque, EUA, porque foi aconselhada a não viajar. Com que frequência falam ao telefone?

Ela está bem. Falamos todos os dias. Tem estado com os amigos e com a família. Infelizmente não estive com ela no Dia de Ação de Graças [24 de Novembro], mas comemorei os anos do Guilherme em Portugal.

Além de estar a aproveitar para estar com o seu filho, tem passado algum tempo com amigos…
Sim. Tenho estado com imensos amigos, mas ainda não consegui estar com todos. Vou tentando…

Veio a Portugal para ajudar as vítimas dos incêndios. Como?
Quando soube o que se estava a passar em Pedrógão Grande fiquei de coração partido. Decidi ajudar. Temos de ser solidários uns com os outros. Estou à espera de uns roupões para vender.

Comemora 55 anos no dia 8 de dezembro. O que vai fazer?
Estou a pensar dar um jantar com algumas pessoas que me são próximas. Mas ainda não está nada decidido. Vamos ver…

Foi escrito na imprensa que estava impedido de regressar a Portugal, mas afinal não existe nenhum mandado de detenção…
Se existisse tinha ficado preso no aeroporto no dia em que cheguei. Mesmo assim, para provar a minha inocência, entreguei-me no posto da GNR em Sintra. Os senhores guardas não me quiseram e correram comigo. Não devo nada a ninguém. Já tinha dito.

Alguém lhe pediu desculpa?
Ninguém. Acredita que aquelas pindéricas e invejosas me vão pedir desculpa?

Qual é o segredo do seu sucesso?
Sou como aqueles escaravelhos que brilham muito. Sou indestrutível. Pareço uma barata.

O que é que incomoda mais as pessoas?
Sou um animal que ou se ama ou se odeia. Não sou indiferente a ninguém. Nunca fui morno porque, como diz Nosso Senhor, os mornos são cuspidos. Tenho horror aos mornos. Portanto, os que me amam, adoram-me, os que me odeiam, odeiam de paixão. Rezo por eles. Tenho amor e dou amor ao próprio.

Submeteu-se a um lifting facial para diminuir as rugas da face e do pescoço. É um homem preocupado com a imagem?
Claro que sim. Gosto de estar sempre no meu melhor. O Dr. Ângelo Rebelo é um anjo. Dois dias depois já estava na televisão.

Vai tirar duas costelas…
As costelas estão fora de questão, mas por mim tirava todas. Não tinha nenhuma. Quero ficar fininho e usar o tamanho 0.

Foi dito que queria colocar implantes mamários…
Não. Perdia a graça toda. Isso é para as outras. Sou um manequim. Não posso ter maminhas.

Teme o passar do tempo?
Sou uma pessoa muito confiante e com uma autoestima muito grande. Como sou perfecionista, quero estar na perfeição. Quero agradar-me a mim, à minha mulher e ao meu filho. Não quero saber das opiniões das invejosas.

Quais são as grandes diferenças entre Lisboa e Nova Iorque?
São duas cidades muito diferentes. Nova Iorque é a maior metrópole do Mundo e os dias passam a correr. É um desafio muito grande conseguir destacar-me naquela cidade. Em Portugal todos os gatos são pardos. É preciso ser muito especial para ter um lugar ao sol.

Em Nova Iorque consegue esse lugar ao sol?
Claro. Se não tivesse não iria ter um programa de televisão e não era convidado para fazer os desfiles dos grandes costureiros.

O que nos pode dizer sobre esse programa?
Não posso revelar muita coisa mas posso dizer que será um programa meu. Será uma espécie de reality show e documentário sobre o meu dia a dia e as minhas rotinas.

É uma pessoa feliz?
Muito.

Este artigo foi publicado originalmente no Correio da Manhã

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