INEM andou quatro horas às voltas com o ferido grave dos incêndios

O INEM levou cerca de quatro horas a socorrer a vítima mais grave dos incêndios do fim de semana, em Vila de Rei, revela o Jornal de Notícias.

O ferido que sofreu queimaduras de primeiro e segundo grau no sábado, quando tentava salvar o trator das chamas, andou às voltas numa ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV).

O fumo impossibilitou que a vítima mais grave deste incêndio fosse transportada de helicóptero a partir de Vila de Rei.

O Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) ordenou que o queimado fosse levado pela SIV, acompanhada pela viatura médica de emergência e reanimação (VMER), para o aeródromo das Moitas, a cinco quilómetros de Proença-a-Nova.

Os responsáveis do CODU ativaram o helicóptero do INEM de Santa Comba Dão, que levantou voo às 22.59 horas de sábado, conta o Jornal de Notícias.

O plano era pousar na pista e fazer o helitransporte de emergência para a capital, com a chegada prevista à meia-noite e meia de domingo.

Mas a pista gerida pela Câmara de Proença-a-Nova acolhe apenas voos diurnos.

Dada a impossibilidade de aterrar, o héli voltou à base.

O CODU acionou então o helitransporte de Évora, que se deparou com o mesmo problema.

O INEM terá então recorrido ao presidente da Câmara para autorizar a aterragem no campo de futebol Senhora das Neves. O ferido permaneceu cerca de uma hora e meia dentro da SIV para ser estabilizado, no campo.

O ferido foi depois finalmente transportado para Lisboa, onde só chegou cerca das três horas da manhã de domingo, ao Hospital de São José, em Lisboa, onde se encontra em coma induzido.

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