Invisibilidade no território é tema de exposição no Teatro Thalia em Lisboa

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A invisibilidade na cidade e no território é o tema de uma exposição, resultado de um trabalho de investigação dos arquitetos Maria Rita Pais e Luís Santiago Baptista, com inauguração em 29 de julho no Teatro Thalia, em Lisboa.

“Viagem ao Invisível”, que será inaugurada às 18:00 e ficará patente até 31 de agosto, e constitui a segunda fase de um projeto de investigação na região centro do país, de acordo com a organização.

A primeira fase compreendeu uma viagem já realizada, com artistas, arquitetos e fotógrafos, vencedora do concurso Open Call Comissariado Viagem Pop-Up, lançado pela Secção Regional Sul da Ordem dos Arquitetos, em novembro de 2015.

O itinerário da viagem, realizada entre 10 e 12 de junho de 2016, “percorreu uma serie de obras de natureza diversa no centro do país, convocando a invisibilidade nas suas dimensões culturais, sociais, lúdicas, étnicas, religiosas, médicas, militares, industriais e infraestruturais”.

O Estaleiro Naval da Margueira (1967), a Casa Lino Gaspar, de João Andersen (1955), o Centro Comercial da Mouraria, de Carlos Duarte e José Lamas (1989), o Mosteiro da Cartuxa de Évora, de Giovanni Casalli e Felipe Terzi (1598), as Pedreiras de Vila Viçosa, as Minas de São Domingos (1858), o “Bairro dos Arquitetos” no Rodízio de Keil do Amaral, Adelino Nunes, Raul Tojal e Faria da Costa (1943) e o Panóptico do Hospital Miguel Bombarda, de José Maria, foram alguns dos visitados.

“Esta viagem não foi uma simples visita a um conjunto de espaços significativos. Explorámos as relações entre a experiência subjetiva e as suas representações históricas e artísticas: a noite passada no Hotel das Arribas cruzava-se com a projeção do filme ‘The State of Things’ [‘O estado das coisas’], de Wim Wenders, e com uma obra de Ângela Ferreira; a entrada no Panóptico era atravessada pelas cenas finais das ‘Recordações da Casa Amarela’, de João César Monteiro”, indicam os curadores num texto sobre o trabalho.

A segunda fase do projeto compreende, agora, uma exposição e respetivo catálogo, e os trabalhos dos artistas e investigadores que fizeram o itinerário: Ângela Ferreira, Daniel Blaufuks, Daniel Malhão, Nuno Cera, Ricardo Castro, Ricardo Jacinto, Tatiana Macedo e Pedro Bandeira, Álvaro Domingues, Inês Moreira, Spela Hudnik, Susana Oliveira e Susana Ventura.

O material apresentado, além dos desenhos dos arquitetos das obras, incluí trabalhos dos fotógrafos Armando Maia Serôdio, Artur Pastor, José Fontes, Judah Benoliel, Luís Pavão, Mário Novais, Paulo Catrica, entre outros.

A intenção do projeto passa pelo cruzamento da arquitetura, das artes e das ciências sociais e humanas na experiência e representação do espaço.

A abordagem da invisibilidade “realiza-se a partir da recolha de material documental, da convocação de obras de arte existentes, da criação de novas pelos artistas e de reflexão original pelos investigadores”, segundo a organização.

Por outro lado, referem que a inclusão de um último caso de estudo, o Teatro Thalia (2012), reabilitado recentemente pelos ateliers de Gonçalo Byrne e Barbas Lopes, espaço onde se realizará a exposição, “será um manifesto neste projeto, tendo em conta as suas condições de invisibilidade, seja no seu uso original como teatro privado, seja na sua posterior condição de ruína devoluta”.

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