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João Leão diz que Governo também está estupefacto com declarações do presidente do Novo Banco

Lisboa, 17 jun 2020 (Lusa) – O ministro das Finanças, João Leão, disse hoje no parlamento que o Governo, à semelhança do Presidente da República, também ficou estupefacto com as declarações do presidente executivo do Novo Banco, sobre uma possível nova injeção no banco.

“Se estou estupefacto com as declarações do senhor presidente do Novo Banco? Sim, estamos estupefactos, consideramos que as declarações foram extemporâneas e fora do tempo”, disse João Leão em resposta ao deputado do PSD Duarte Pacheco, no debate sobre o Orçamento Suplementar que decorre hoje na Assembleia da República.

A palavra é a mesma que a utilizada pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que na segunda-feira declarou ???ter ficado “estupefacto” com a notícia de que o Novo Banco vai precisar de mais capital do que o previsto para este ano devido ao impacto da covid-19.

Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado pelos jornalistas sobre este assunto depois de ter dado uma aula em direto para o projeto de ensino à distância #EstudoEmCasa, nas instalações da RTP, em Lisboa.

“Eu não costumo comentar casos concretos de vida de instituições bancárias. Portanto, eu ouvi a notícia, fiquei estupefacto com ela, mas verdadeiramente não comento esse tipo de notícias, para não estar a entrar na situação concreta de instituições financeiras”, respondeu o chefe de Estado.

O presidente executivo do Novo Banco, António Ramalho, afirmou em entrevista ao Jornal de Negócios e à Antena 1, divulgada no domingo, que “a deterioração da situação económica leva a necessidades de capital ligeiramente suplementares” às que estavam estimadas para este ano e que foram comunicadas ao Fundo de Resolução.

O dinheiro recebido pelo Novo Banco para se recapitalizar totaliza 2.978 milhões de euros desde 2017, depois de em 08 de maio o Governo ter confirmado que foi realizada uma nova injeção de capital através do Fundo de Resolução bancário.

Na terça-feira, o ministro das Finanças já tinha admitido que o Estado poderia intervir no Novo Banco “enquanto acionista”, excluindo a injeção de capital ao abrigo do Mecanismo de Capital Contingente, com limite de 3,9 mil milhões de euros.

Hoje, João Leão reiterou que não haverá nenhuma injeção adicional no Novo Banco ao abrigo do Mecanismo de Capital Contingente, e que nada está previsto no Orçamento Suplementar relativo à instituição que sucedeu ao antigo Banco Espírito Santo.

“Como referimos ontem [segunda-feira], o senhor presidente do Novo Banco deve, sim, concentrar-se na gestão mais eficiente possível do seu banco, valorizar os ativos de forma a atingir os melhores resultados possíveis durante este ano”, acrescentou.

JE // VC

Lusa/Fim

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