Juiz liberta madeireiro suspeito de 10 incêndios

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Assumiu ter sido o autor de um incêndio florestal junto a casa, em Gamil, Barcelos. Fez uma reconstituição quando foi detido pela Polícia Judiciária de Braga, na segunda-feira, mas ontem o Tribunal de Barcelos decidiu libertar o madeireiro, de 53 anos, sobre quem recaem suspeitas de cerca de uma dezena de fogos florestais – com vista a favorecer o seu negócio.

Tem de se apresentar duas vezes por semana à GNR. E, em Torres Novas e Trancoso, a GNR identificou mais dois incendiários. Só a PJ já deteve este ano 114 suspeitos de incêndio florestal.

Há vários anos que o madeireiro de Barcelos se dedicava à atividade, mas o consumo excessivo de álcool terá afundado o negócio.

Desesperado, terá decidido incendiar a floresta. O objetivo seria comprar a madeira a um preço mais baixo. A 9 de setembro foi visto junto ao local onde deflagrou um incêndio e foi denunciado. Durante dois meses escapou às autoridades, mas acabou detido.

Em Trancoso, a GNR identificou um homem de 43 anos por ter causado um incêndio quando limpava a mata. Em Torres Novas, um doente mental suspeito de atear dois fogos foi considerado inimputável.

Dispositivo de combate mais quinze dias

O dispositivo de combate a incêndios vai ser prolongado até 15 de novembro, devido às previsões meteorológicas adversas e à manutenção do risco elevado de fogos florestais, anunciou ontem o Ministério da Administração Interna.

O dispositivo inclui os 17 meios aéreos que estiveram disponíveis na última semana e os 12 contratados para o período de 16 a 31 de outubro.

Os 72 postos de vigia da GNR vão manter-se em funcionamento e vão ainda estar disponíveis 6957 operacionais.

Protocolo vai alargar o apoio às vítimas de incêndios no País

O Governo assinou ontem um protocolo com a União das Misericórdias Portuguesas para alargar o apoio às vítimas dos incêndios em Portugal.

“Estas pessoas já sofreram o suficiente e esperam o nosso apoio. Não iremos falhar”, disse ontem Adalberto Campos Fernandes em Viseu.

Auditoria para apurar responsáveis dos últimos fogos

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, determinou ontem que seja feita uma auditoria à Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) para que sejam apuradas responsabilidades nos últimos fogos.

Este artigo foi publicado originalmente no Correio da Manhã

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