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Lage diz que vitória na primeira mão “não é garantia de nada” com o Famalicão

Seixal, Setúbal, 10 fev 2020 (Lusa) – O treinador do Benfica, Bruno Lage, considerou hoje que a vantagem de 3-2 sobre o Famalicão, alcançada na primeira mão da meia-final da Taça de Portugal em futebol, “não é garantia de nada” para a segunda mão desta terça-feira.

Com os dois clubes a reencontrarem-se depois de derrotas na 20.ª jornada da I Liga – os ‘encarnados’ perderam 3-2 com o FC Porto e os famalicenses foram goleados por 7-0 pelo Vitória de Guimarães -, o treinador português, de 43 anos, vincou também a motivação da equipa para “dar uma boa resposta” após o desaire no clássico e cumprir a “ambição de vencer” para poder chegar à final do Jamor.

“Acho que isso não tem peso nem para um lado nem para o outro. São competições diferentes e as equipas estão em pé de igualdade, porque a diferença de 3-2 não é garantia de nada. Do nosso lado, o que sinto é uma vontade de voltar a jogar bem, principalmente sem bola”, declarou, manifestando a convicção de que a sua formação vai surgir “fresca” em campo, depois de um clássico muito intenso no último sábado, no Dragão.

Confrontado com as duras críticas do clube à arbitragem de Artur Soares Dias no embate com o FC Porto e o pedido para que a Federação Portuguesa de Futebol e a Liga Portugal considerarem a hipótese de nomearem árbitros estrangeiros para os jogos de águias’ e ‘dragões’, Bruno Lage evitou pronunciar-se e disse ter cumprimentado o juiz no final da partida, além de, posteriormente, lhe ter pedido desculpa por ter entrado momentaneamente em campo.

Já sobre o comentário feito após o jogo, no qual disse que o Benfica saía com menos pontos de vantagem e “menos dentes”, assegurou que tal não passou de uma alusão a um lance entre Taarabt e Marega.

“Foi apenas uma situação que referi, o Adel perdeu o dente. Há dois tipos de agressividade e o FC Porto tem isso: a agressividade positiva, de querer condicionar, e com bola ser também agressivo na procura de espaços”, detalhou.

Perante os sete golos sofridos nos três encontros anteriores, o técnico dos ‘encarnados’ recusou individualizar o problema, colocando-o como uma “questão coletiva”. Paralelamente, assumiu a necessidade de “maior equilíbrio”, ao lembrar que quem faz dois golos no Estádio do Dragão tem de trazer pontos.

“Além da nossa organização, intenção e forma de pressionar, temos de ser efetivos nessa pressão. Naquilo que é o coletivo, temos de ter uma taxa de sucesso maior na disputa dos duelos individuais. Temos de ir para condicionar e bloquear as saídas”, explicou, acrescentando: “Nós também temos pontos em que somos menos bons, durante algum tempo escondemos isso, agora sofremos alguns golos e está mais visível”.

O desafio entre o Famalicão e o Benfica, referente à segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal, está marcado para esta terça-feira, às 20:45, no Estádio Municipal de Famalicão.

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