Lidl em Barcelona despede funcionário por trabalhar horas a mais

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Um supermercado Lidl em Barcelona despediu um empregado por trabalhar horas a mais. O gerente entrava mais cedo para preparar a loja e não registava esse tempo de trabalho.

Um funcionário de um supermercado Lidl em Barcelona foi despedido por trabalhar horas… a mais. Jean P. foi dispensado por que entrava mais cedo ao serviço, para preparar a loja para a abertura, e violou as normas da companhia.

Segundo a investigação da empresa alemã, às vezes Jean chegava ao local uma hora antes do relógio de ponto acordar. “Fazia encomendas, mudavas preços, repunha prateleiras inteiras de artigos”, lê-se na carta de despedimento a que o jornal “El País” faz referência.

Durante uns dias em abril deste ano, a empresa observou o comportamento de Jean. Através das imagens de videovigilância, concluiu que chegava à loja entre “49 a 87 minutos” antes da hora para trabalhar, sem registar o tempo de trabalho fora de horas.

Este comportamento é contrário à norma “cada minuto que se trabalha, paga-se e cada minuto trabalhado deve ser registado”, argumenta a empresa na carta de despedimento, fundamentada em “incumprimentos laborais graves”.

O Lidl acrescenta que recebeu queixas de empregados que Jean alegadamente “convidaria” a ir trabalhar mais cedo para o ajudarem e argumenta, ainda, que estar sozinho na loja está proibido por “motivos de segurança”.

Empregado contesta despedimento em tribunal

Jean, que trabalhava no Lidl desde 2005, acredita que o despedimento foi ilegal e intentou uma ação para ser readmitido na empresa em que trabalhava há 12 anos. Quarta-feira começou o julgamento.

O funcionário, que em muitos locais teria direito honras de fotografia na parede, argumenta em que tempo algum a empresa o informou que não poderia entrar um pouco mais cedo para preparar a loja.

“Hiporcrisia”, acusa. Jean diz que não era habitual trabalhar horas a mais por gosto. Até cansa, mas nos dias que precederam a investigação, a loja foi renovada e por isso teve de trabalhar mais. “As chefias sabiam e tinham consciência” de que as mudanças “requeriam tempo e dedicação”, argumenta a defesa.

“Curiosamente é castigado, o que não é normal, por trabalhar demasiado e esforçar-se para que a loja funcionasse corretamente”, lamenta Juan Guerra, o advogado de Jean.

Guerra vai à luta e diz que se Jean não cumpriu com os regulamentos o “fez em benefício da empresa” e não “em proveito próprio”.

Este artigo foi publicado originalmente no Jornal de Notícias

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