Madrasta de Gabriel confessa que asfixiou criança “com raiva”

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A madrasta de Gabriel Cruz, de oito anos, disse à polícia que matou o menino em legítima defesa depois de ser ameaçada com um machado.

Ana Julia disse ainda que “pegou numa pá e enterrou o corpo” para que o pai do menino, Ángel Cruz, não sofresse.

“Ele disse-me: ‘Não és minha mãe, não mandas em mim e não te quero ver mais’. Lutámos pelo machado, tirei-lho e, com a raiva, acabei por asfixiá-lo tapando-lhe o nariz e a boca”.

Esta versão não convence a polícia, segundo a qual Ana quer evitar a prisão permanente aplicada desde 2015 aos assassínios premeditados de menores.

Tudo aconteceu na quinta de Hortichuelas onde Ana Julia e Ángel estavam a construir uma casa.

Foi aí que enterrou Gabriel mas, quando a polícia lhe pediu a chave, “ficou nervosa” e decidiu mudar o corpo, atirando-o a um poço.

Dias mais tarde, voltou a mudar o corpo de local e foi apanhada com o cadáver na mala do carro.

Este artigo foi publicado originalmente no Correio da Manhã

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