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Mãe de Beatriz Lebre dá condolências à família do homicida da filha

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A mãe de Beatriz Lebre, jovem que foi morta às mãos de Rúben Couto, um colega que alegadamente queria manter uma relação com Beatriz, reagiu esta segunda-feira no Facebook à morte do homicida.

“Nunca fui de acordo e continuo ainda a não concordar com a pena de morte (em qualquer circunstancia). Não só porque desejo viver numa sociedade com elevado nível civilizacional , mas também porque não havendo sistemas infalíveis prefiro um culpado livre do que um inocente no corredor da morte”, começou por escrever Paula Lebre.

“Numa sociedade que não mata quem matou, deveria haver , no mínimo, mais respeito pelas vitimas. Uma sociedade que não mata quem matou nunca deveria preocupar-se em vasculhar imperfeições nas vitimas com intenção de encontrar justificação para a crueldade de um assassino.  Numa sociedade que não mata quem matou devia de imediato e incondicionalmente proteger as vitimas. Sirva esta história para corrigir e melhorar os nossos valores,” continuou a mãe de Beatriz Lebre.

“Por isso, as minhas condolências à família de Rúben Couto. Não é possível medir sofrimentos , mas uma morte é uma morte. Quando morre uma criança ou um jovem é sempre uma perda para as famílias como para a sociedade. É perda de património Humano. O valor da vida deve sempre ser o supremo de uma sociedade que se diz de direito e de humanos”, concluiu.

Tenho dito!Nunca fui de acordo e continuo ainda a não concordar com a pena de morte (em qualquer circunstancia). Não…

Publiée par Paula Bochecha Lebre sur Lundi 6 juillet 2020
Este artigo foi publicado originalmente no Correio da Manhã

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