Mãe que deixou filha de sete anos morrer à fome libertada

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Angela Gordon, mulher inglesa presa por ter deixado a filha de sete anos morrer à fome, foi libertada antes de cumprir os 15 anos de prisão a que foi condenada.

A mulher cumpriu menos de metade da pena (7 anos), facto que está a deixar o pai da pequena Khyra, o ex-companheiro de Angela, revoltado.

Em 2010, Angela foi condenada por maus-tratos infantis e homicídio, pelo inferno em que obrigou os seis filhos a viver.

As crianças eram castigadas pela mãe e pelo padrasto, Junaid Abuhamza (também condenado) de forma cruel. Eram violentamente agredidas com canas de bambu e depois molhadas com água fria.

Em seguida eram colocadas na rua, por vezes com temperaturas perto de 0º, despidas – foi o caso de Khyra, que desenvolveu uma infeção pulmonar como resultado dos castigos repetidos.

Ainda, os seis irmãos eram obrigados a comer de tigelas no chão, como animais. E a mãe só lhes dava porções muito pequenas. Como forma de castigo, as crianças ficavam dias a fio sem comer.

Khyra adoeceu e mesmo assim era vítima de castigos sucessivos. Ficou sem comer vários dias e, quando foi encontrada morta pelas autoridades, pesava menos de 17 quilos. Tinha perdido cerca de 40% do seu peso e não sobreviveu.

“A Khyra era uma menina brilhante, inteligente, alegre e cheia de vida. É essa a memória que guardo dela antes de a ter visto já morta no hospital, para identificar o corpo”, conta em lágrimas o pai da menina Ishaq Abu-Zaire.

O homem revela à imprensa inglesa que foi recentemente notificado de que a ‘ex’ tinha sido libertada da prisão depois de cumprir sete anos da pena de 15 a que tinha sido condenada. “É ridículo! Não sei onde ela está agora”, afirma Ishaq.

O pai da pequena Khyra pondera processar o Tribunal de Birmingham, que julgou o caso, por negligência, recordando o horro que a ex-companheira causou aos filhos.

“Eu via-os com alguma regularidade antes de ela me proibir de ter contacto com eles. O que vi depois deixou-me aterrorizado.

Estavam todos cadavéricos, não tinham gordura em lado nenhum, não tinham bochechas, nem conseguiam sorrir”, conclui o pai das crianças, descontente com a decisão do tribunal de libertar Angela antes do fim da pena.

Este artigo foi publicado originalmente no Correio da Manhã

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