Mãe com doença terminal mata filha deficiente

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Morreu a mãe com uma doença terminal que matou a filha adotiva deficiente para impedir que a mesma “acabasse numa instituição” quando morresse.

O crime aconteceu em 2015 no Illinois, EUA, e a mulher foi condenada pelo crime.

Este sábado, e a dois dias de cumprir pena de prisão pela morte da filha adotiva, foi encontrada morta em casa, rodeada de medicação, num aparente suicídio.

Bonnie Liltz, de 57 anos, deixou uma carta de despedida, onde relembrava o seu tormento e garantia ter deixado de ter forças para lutar.

Quando cometeu o crime, Liltz sofria de diversas doenças, incluindo um cancro terminal, e estava preocupada com o futuro da filha Courtney, de 28 anos, que sofria de paralisia cerebral e era altamente dependente de terceiros para sobreviver.

Bonnie adotou Courtney quando esta tinha apenas quatro anos, apesar de todas as maleitas que já afligiam a criança.

Em 2012, Liltz foi hospitalizada devido ao reaparecimento do cancro de que padecia e que lhe causava sérios problemas intestinais.

A filha teve de ser acolhida numa instituição privada durante o internamento da mãe, em condições degradantes e que preocuparam Bonnie.

“A minha sobrinha chegou de lá toda suja, com as roupas todas sujas e com marcas da utilização da fralda. A minha irmã ficou de rastos ao ver a Courtney assim”, contou a irmã de Bonnie, Susan, ao Chicago Tribune.

Para garantir que a filha não voltava a passar pelo mesmo após a sua morte, Bonnie administrou uma dose letal de medicação a Courtney pelo seu tubo de alimentação, matando-a.

De seguida, tomou uma dose similar dos mesmos comprimidos com um copo de vinho, na esperança de morrer com a filha.

Na altura, também deixou uma carta de despedida onde pedia desculpa à família pelo que estava a fazer.

“Peço-vos desculpa por vos fazer passar por isto mas não consigo deixar a minha filha para trás. Se vou antes, o que será feito dela?”, dizia. Foi a irmã que encontrou as duas, inconscientes, e pediu ajuda.

Courtney acabou por morrer no hospital, mas Bonnie foi resuscitada e detida pelas autoridades.

Inicialmente, Liltz foi acusada de homicídio mas, depois de ser ouvida na Justiça norte-americana, a sua pena foi reduzida para o equivalente a um homicídio involuntário.

Teria quatro anos de prisão pela frente, mas o desespero falou mais alto, assim como a esperança de poder ver a filha novamente.

“Tudo o que ela queria era estar novamente com a Courtney. Ela era uma boa mãe”, confessou ao Daily Mail uma amiga de Bonnie.

Este artigo foi publicado originalmente no Correio da Manhã

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