Mãe e filho de 11 anos enfrentam juntos cancro em fase terminal

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Jacqueline Rowley, natural de Ellesmere Port, Inglaterra, tinha 26 anos quando lhe disseram que tinha cancro numa fase avançada e teria apenas de 10 a 15 anos para viver. Na altura, os filhos Cameron e Ethan tinham cinco e três anos, o que tornou “muito difícil” a fase de tratamentos e “lidar com a doença”.

“Eu estava no hospital constantemente. Nunca estive mais de dois meses em casa sem ter de voltar”, disse a mulher ao Liverpool Echo.

Os médicos operaram Jacqueline para tentar remover o tumor que estava no lóbulo frontal do cérebro. Após cinco cirurgias, a mulher contraiu meningite e os médicos não puderam remover o resto das células malignas. Apesar disso, a mulher conseguiu continuar os tratamentos de quimioterapia e radioterapia e cuidar dos filhos, com o apoio da família.

Passado três anos, Cameron, o filho mais velho, começou a queixar-se de que não se sentia bem. “Ele começou a dizer que não tinha amigos e ninguém gostava dele. Ele não sabia explicar, mas não comia e precisava muito de abraços e carinho”, conta a mãe.

O rapaz, na altura com oito anos, foi de férias com o pai e quando voltou Jacqueline percebeu que algo não estava bem. “Parecia que ele tinha um bébe na barriga. Estava tão inchado que tive de o levar diretamente ao hospital”. Foi aí que Jacqueline recebeu a notícia de que o filho tinha uma forma agressiva de cancro e tinha pouco tempo de vida.

Foi diagnosticado ao jovem um cancro raro que afeta apenas duas a três pessoas em cada 500 mil. Por ser um tumor desconhecido de muitos, a mãe conta que “antes dos médicos fazerem alguma coisa, tiveram que contactar especialistas na América porque não sabiam como haveriam de tratar”.

“Ele foi operado e foi imediatamente fazer quimioterapia. Disseram que não havia mais nada a fazer e que a quimioterapia foi apenas para prolongar a sua vida”. Jacqueline revelou que Cameron perguntou “o significado da palavra terminal” e que ela teve de explicar ao filho que ele iria morrer.

Uma coisa que a mulher não aceita é saber que o filho pode morrer antes dela. “Eu podia sentar-me aqui e chorar. Tenho dias em que desisto, mas não muda nada. Tento e tenho perspectivas positivas tanto quanto posso. Só não quero que meus filhos me vejam assim”, revela Jacqueline. No ano passado, Jacqueline foi informada que tinha outro tumor na parte de trás do cérebro. Agora, faz quimioterapia regularmente e Cameron faz tratamentos de três em três semanas.

“Um tumor simplesmente não era suficiente. Algumas pessoas têm casas de férias diferentes, mas nós temos hospitais diferentes. E eu terei sorte se viver até aos 40 anos”.

O prognóstico da vida de Cameron é dependente da forma como o corpo responde à quimioterapia. Sem os tratamentos só teria três meses para viver. “Ele lida com sua condição melhor do que eu”, revela a mãe. “Pode acontecer um momento em que ele não responda mais à quimioterapia e aí temos de decidir sobre a qualidade de vida ou quanto mais tempo é que pode viver”.

O menino tem agora 11 anos e, segundo a mãe, é “muito inteligente”. Apesar da sua condição e de perder muitas aulas, “continua a ser o terceiro melhor da turma”. Jacqueline conta que os dois irmãos passam muito tempo juntos, mas que Ethan por vezes tem ciúmes. “O Ethan não entende porque Cameron não precisa de ir às escola e o que ele faz. Ele acha que eu gosto mais do irmão do que dele”.

Este artigo foi publicado originalmente no Correio da Manhã

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