Maioria do fogo de Vila de Rei dominado mas tarde de calor vai pôr meios à prova

Sertã, Castelo Branco, 21 jul 2019 (Lusa) – Cerca de 85% do fogo de Vila de Rei “está já dominado”, mantendo-se pequenos fragmentos da frente de incêndio, afirmou hoje o comandante do Agrupamento Centro Sul, realçando que a tarde vai pôr os meios à prova.

Um total de “85% do perímetro [do incêndio] está já dominado, contudo está neste momento com muitas reativações, fruto do aumento da temperatura e da rotação do vento”, o que acaba por gerar “uma pressão maior” por parte dos operacionais para conseguir manter o fogo dentro da área dominada, disse Belo Costa, que falava aos jornalistas numa conferência de imprensa que decorreu na Escola Secundária da Sertã.

Apesar da evolução favorável no combate (às 08:00 60% do perímetro estava dominado), o comandante do Agrupamento Centro Sul salientou que vai ser “uma tarde de intenso trabalho” e, com o agravar dos indicadores meteorológicos, os meios no terreno vão ser postos “à prova”.

Segundo Belo Costa, os incêndios que deflagraram no sábado na Sertã mantêm-se dominados desde a noite, surgindo algumas reativações que têm sido controladas pelo dispositivo que continua no terreno.

“Vila de Rei está a exigir agora de nós uma atenção redobrada e um redefinir de estratégia”, com reposicionamento de meios para áreas que antes não preocupavam as autoridades, explicou, referindo que estão no terreno cerca de 800 operacionais, apoiados por quase 250 meios terrestres e 14 meios aéreos.

As pequenas parcelas da frente de incêndio que estão por resolver são áreas em que há reativações por força do combustível e da orografia, normalmente localizadas em sítios de muito difícil acesso, aclarou.

De momento, a estrada nacional 348 é a única via principal interdita, não por aproximação das chamas, mas por prevenção de acidentes, por estarem ali estacionadas várias viaturas de combate em “trabalhos de consolidação e combate a reativações”, referiu Belo Costa.

Questionada sobre o aumento para 20 do número de feridos avançado hoje pelo ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, Paula Neto, do INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica), explicou que o número mantém-se em oito feridos – um grave e sete ligeiros.

“O resto são assistências feitas localmente”, resultado de pequenos ferimentos que são logo corrigidos e não necessitam de assistência hospitalar, não entrando assim nos cálculos de feridos feitos pelo INEM, que contabiliza esses casos apenas como assistidos, esclareceu.

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