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Mais Ajuda financia com 333 mil euros projetos dedicados à proteção de idosos

O Programa Mais Ajuda financiou com 333 mil euros um concurso para projetos vocacionados para ajuda aos idosos, tendo sido já anunciados os dez vencedores das 733 candidaturas, que visam um envelhecimento feliz.

O Mais Ajuda é um programa que resulta da parceria entre o Lidl, o Grupo Renascença Multimédia e a consultora de inovação Beta-i, e que promove e impulsiona projetos empreendedores e de impacto social, criados por ‘startups’ e Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS).

Os idosos constituíram a faixa etária mais afetada pela pandemia de covid-19, motivo que levou o Mais Ajuda a lançar a 2.ª edição do concurso com base na proteção e acompanhamento deste grupo da sociedade.

A gestora do programa, da consultora Beta-i, Ana Ferreira, explicou que “o prémio do Mais Ajuda está dividido em três componentes: o prémio financeiro atribuído pelo Lidl, com o valor total de 333.000 euros, um ‘pack’ de comunicação com o apoio do Grupo Renascença Multimédia, em que os vencedores terão oportunidade de exporem os projetos, e também o programa de aceleração da Beta-i, em que vão receber ferramentas dos mentores, para que possam continuar a desenvolver as ideias e os projetos.”

Das 733 candidaturas submetidas, Ana Ferreira comenta que “não foi nada fácil selecionar os 20 finalistas e depois os 10 vencedores”, que foram anunciados a 25 de março.

“A sensação que tenho, da experiência do programa Mais Ajuda, é que me sinto mais descansada e com muito orgulho em saber que existem centenas de iniciativas que já deram provas da ajuda que dão e com mais intenções de continuar a ajudar”, conta Ana Ferreira.

Um dos projetos vencedores pertence à IPSS AMARA – Associação Pela Dignidade na Vida e na Morte, que se centra na formação dos cuidadores informais, que muitas vezes são esquecidos.

“O reconhecimento do seu trabalho muitas vezes não existe da parte da pessoa que cuida e que ama, por vezes, não tem capacidade para dar esse reconhecimento. Por outro lado, é também a falta de reconhecimento dos familiares e a inevitável falta de reconhecimento da sociedade”, refere o presidente e fundador da AMARA, Miguel Borges.

A proposta da AMARA consiste num programa psicoeducativo com o objetivo de minimizar os riscos psicossociais e fisiológicos provocados pela síndrome de ‘burnout’ – perturbação psicológica causada pelo cansaço físico e mental – que se divide em duas vertentes.

“Centra-se em dar formação prática e técnica aos cuidadores informais, por exemplo, muitas vezes têm problemas físicos, porque não sabem levantar uma pessoa, não têm os bons gestos e o cansaço é maior. E, também, uma parte de gestão emocional e psicológica de aprender a lidar com essas dificuldades e desafios e de aprenderem a cuidar deles próprios”, como explica a vice-presidente executiva, Susana Dagot.

Outro projeto vencedor é a Universidade Sénior Virtual, que pertence à Rede de Universidades Sénior (RUTIS), criado devido ao fecho das instituições provocado pela pandemia, sendo gratuito para qualquer pessoa com mais de 50 anos.

O presidente da RUTIS, Luís Jacob, revela um “enorme orgulho” neste projeto.

“Com o prémio financeiro vamos criar uma nova plataforma, porque a do site onde está a funcionar a Sénior Virtual é muito básica, a consultadoria vai ajudar a expandir o projeto, ou seja, descobrir os pontos fortes e os pontos fracos, e a parte da divulgação é importante para angariar mais alunos”, disse.

Também o Centro Social Paroquial de Meãs do Campo foi selecionado com o projeto Quinta dos Avós, que promove a estimulação físico-motora e a redução dos níveis de ansiedade dos utentes.

“A ideia surgiu do confinamento, porque o nosso lar está situado numa zona rural, onde a maior parte da população subsiste do trabalho na agricultura e a maior parte dos nossos idosos institucionalizados, cerca de 90%, trabalhavam no campo”, refere a diretora técnica da IPSS, Teresa Tomé.

As tarefas rurais, como a agricultura biológica e a alimentação dos animais, ajudam os idosos a sentirem-se úteis e autónomos e a diminuir os impactos causados pela pandemia e pelo confinamento.

As IPSS como a Cruz Vermelha Portuguesa e a Misericórdia da Pampilhosa da Serra, assim como as ‘startups’ Associação 55 Mais, Associação Juvenil Transformers, Careceiver, Seniorbiz e Wisify Tech Solutions, fazem parte dos 10 projetos eleitos pela iniciativa, recebendo 33.000 euros cada.

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