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Mais de 20 filmes na Competição Nacional do festival IndieLisboa

Lisboa, 23 jun 2020 (Lusa) – As longas-metragens “A Metamorfose dos Pássaros”, de Catarina Vasconcelos, e “O Fim do Mundo”, de Basil da Cunha, estão entre os 22 filmes selecionados para a Competição Nacional do festival IndieLisboa, que começa em 25 de agosto.

A secção Novíssimos, que apresenta obras de jovens cineastas em início de carreira, inclui 14 filmes, entre os quais “La Leyenda Negra”, de Patricia Vidal Delgado, a primeira ‘longa’ de uma realizadora portuguesa, no festival de Sundance, para o qual foi selecionada este ano.

Segundo o anúncio feito hoje pela organização do IndieLisboa, a Competição Nacional do festival conta com cinco longas-metragens e 17 ‘curtas’, de produção ou coprodução portuguesa, entre as quais “O Fim do Mundo”, de Basil da Cunha, selecionada para o festival de Locarno (Suíça), e “A Metamorfose dos Pássaros”, primeira ‘longa’ de Catarina Vasconcelos, que já deu à realizadora os prémios da crítica internacional, na secção Encontros do festival de Berlim, e o de melhor filme, em Vilnius.

A comédia-romântica “A Arte de Morrer Longe”, de Júlio Alves, e a estreia dos documentários “Ana e Maurizio”, de Catarina Mourão, e “Entre Leiras”, de Cláudia Ribeiro, completam a série de cinco filmes da Competição Nacional de longas-metragens.

A competição de ‘curtas’ inclui “O Cordeiro de Deus”, de David Pinheiro Vicente, já selecionado pelo Festival de Cannes 2020, “A Mordida”, de Pedro Neves Marques, estreado no Festival de Toronto do ano passado, “Bustarenga”, de Ana Maria Gomes, e as estreias de “Corte”, de Afonso e Bernardo Rapazote, “Errar a Noite”, de Flávio Gonçalves, e “Mesa”, de João Fazenda, que a organização do festival destaca, num “conjunto muito grande” de 17 filmes, “de vozes emergentes”.

“Carnage”, de Francisco Valente, “A Chuva Acalanta a Dor”, de Leonardo Mouramateus, numa coprodução Portugal/Brasil, “A Dança do Cipreste”, de Francisco Queimadela e Mariana Caló, “Meine Liebe”, de Clara Jost, “Moço”, de Bernardo Lopes, “Parto sem Dor”, de Maria Mire, “A Rainha”, de Lúcia Pires, “Regada”, de Francisco Janes, “Semanas de Areia, Meses de Cinza, Anos de Pó”, de Rita Macedo, “Somewhere in Outerspace This Might Be Happening Somehow”, de Paulo Malafaya, e “Suspensão”, de Luís Soares, são os restantes filmes incluídos na competição de curtas-metragens.

A secção Novíssimos, além da longa-metragem de Patricia Vidal Delgado, inclui 13 ‘curtas’ das “novas vozes” do cinema, como “À Tarde, sob o Sol”, de Gonçalo Pina, “Nestor”, João Gonzalez, e “Selvajaria”, de Camila Vale.

A estes juntam-se “Altas as Gaivotas”, de Marianne Harlé, “Carta a Elba”, de Helder Faria, Flávio Ferreira, Alejandro Vásquez, Daniela Cajias e Carmen Tortosa, “Club Splendida”, de Caio Amado Soares, uma coprodução luso-alemã, “Estrada para o Céu”, de Pedro Vaz Simões, e “Laniakea Supercluster”, de Rodrigo Ralha.

“Lázaro”, de Concha Silveira, David Cruces e Alba Dominguez, “The Sacrifice of the Druids”, de Reinaldo Pinto Almeida, “Under Current”, de Alice dos Reis, e os filmes de animação “Ode à Infância”, de Luís Vital e João Monteiro, e “Sábàtina”, de Rafael dos Santos, fecham a lista de curtas-metragens escolhidas para a secção Novíssimos.

A Competição Internacional do IndieLisboa, que inclui 43 filmes, 12 longas-metragens e 31 ‘curtas’, foi anunciada no passado dia 30 de abril, a data em que era suposto ter aberto a 17.ª edição do festival, adiada por causa da pandemia da covid-19.

O documentário “L’Île aux oiseaux”, da dupla luso-suíça Maia Kosa e Sérgio da Costa, que esteve em competição em 2019, nos festivais de San Sebastian (Espanha) e Locarno, e “Si yo fuera el invierno mismo”, filme da argentina Jazmin Lopez, com direção de fotografia de Rui Poças, são alguns desses 43 filmes em competição.

Na altura, a direção do festival destacou ainda a exibição de filmes de Bruno Dumont e do coletivo The Living and the Dead Ensemble, criado por artistas do Haiti, de França e do Reino Unido, em 2017.

Os responsáveis sublinharam igualmente a “forte presença africana”, com uma retrospetiva de toda a obra do realizador senegalês Ousmane Sembène e um ciclo dedicado à realizadora franco-senegalesa Mati Diope, além da exibição de filmes como “Nafi’s Father”, de Mamadou Dia, do Senegal, e “This Is My Desire”, dos nigerianos Arie Esiri e Chuko Esiri.

O IndieLisboa também incluirá uma homenagem aos 50 anos da secção Fórum da Berlinale.

A programação completa do IndieLisboa 2020 estará disponível, no final de julho, no ‘site’ e na aplicação oficiais do festival, altura em que serão conhecidas Sessões Especiais, Cerimónias de Abertura e de Encerramento, filmes de outras secções do festival, além da programação completa das atividades paralelas, das oficinas e atividades do IndieJúnior, ao programa para profissionais, das LisbonTalks.

A 17.ª edição do IndieLisboa — Festival Internacional de Cinema decorre de 25 de agosto a 05 de setembro no Cinema São Jorge, Culturgest, Cinema Ideal e Cinemateca Portuguesa.

A venda de ‘vouchers’ Early Bird, para o festival, tem início na quarta-feira.

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