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06/01/2020 12:58

Mamadou Ba: “Imaginemos que tinha sido um jovem branco a ser espancado por 15 negros”

Mamadou Ba comentou o caso de Luís Giovani dos Santos Rodrigues, o jovem estudante cabo-verdiano, que morreu na sequência de agressões à porta de um bar, em Bragança.

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O dirigente do SOS Racismo considera “inacreditável” e “absolutamente revoltante” a “indiferença total” e o “silêncio” para com esta morte.

Mamadou Ba, em declarações ao Notícias ao Minuto, defendeu que “mesmo que não seja uma razão racial que esteja na origem do assassinato, independentemente das circunstâncias da sua morte, o silêncio sobre a morte de Luís é revelador do racismo que existe em Portugal”.

“Imaginemos que tinha sido um jovem branco a ser espancado por 15 jovens negros e que essas agressões resultassem numa morte. Teríamos o país inteiro mobilizado, indignado, a exigir Justiça e o apuramento das responsabilidades. Todas as entidades públicas e políticas estariam neste momento já em campo a dizer o que pensavam sobre a situação e a exigir responsabilidades. Não foi o caso”, afirmou.

Amigos de cabo-verdiano que morreu após agressões em bar organizam manifestação de pesar a exigir justiça

A notícia da morte do jovem criou uma enorme revolta. No Facebook, o grupo “Caloiros de Cabo Verde” convocou uma manifestação silenciosa.

“Esta marcha tem por intuito demostrar a indignação perante a violência que vitimou o nosso colega, solidariedade e homenagem a Luís Giovani.
Giovani estudante cabo-verdiano radicado em Bragança, faleceu cedo demais.
Tal como muito de nós abandonou a sua terra natal em busca de um futuro melhor.
Contamos com a vossa presença.”, pode ler-se na descrição do evento.

Portugal lamenta morte

“Lamentamos profundamente a bárbara agressão de que resultou a morte, em Bragança, de um estudante cabo-verdiano. Os responsáveis serão identificados e levados à justiça”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, na rede social Twitter, acrescentando que “os cabo-verdianos são nossos irmãos e muito bem-vindos em Portugal”.

Também Joacine Katar Moreira se manifestou “contra o ódio e a impunidade” e pede “justiça para Giovani!”, confirmando presença na marcha de silêncio.

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