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03/12/2019 16:07

Manuel Fernandes acusa Bruno de Carvalho: “Mandou-nos ir à academia no dia do ataque”

O julgamento da invasão da Academia do Sporting em Alcochete decorre esta terça-feira no Tribunal de Monsanto.

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A oitava sessão ficou marcada pela defesa de Bruno Carvalho, o testemunho de Ricardo Gonçalves, chefe da segurança da academia leonina, e ainda Manuel Fernandes, coordenador de scouting.

Aos jornalistas, Miguel Fonseca, advogado do antigo Presidente do Sporting, considera que a reunião que decorreu um dia antes do ataque “simbolizou o que um líder faz numa guerra (referindo-se ao campeonato), ao perguntar quem estava com ele”.

O advogado questionou ainda o papel de Frederico Varandas, na altura médico dos leões.

“Onde estava o médico (no dia do ataque) que não foi visto durante duas ou três horas e só é visto numa imagem a rir? Quem é que num ataque se põe a rir?”, questionou.

Miguel Fonseca acredita que “alguém ganhou e alguém perdeu” com o ataque.

Manuel Fernandes relatou o dia do ataque “entraram muito mascarados”.

“Disseram Manuel desvia-te, isto não é contigo”.

“Vinham em fila. Não me lembro onde estavam os funcionários. Ainda tentámos impedir que entrassem mais, não conseguimos. Voltámos e fomos ao balneário. Passado três, quatro minutos, avançou”.

“Alguns entraram com a cara descoberta, outros ficaram cá fora. Não entraram todos no corredor do balneário. Vi o Bas Dost com sangue na cabeça, deitado no chão. Estava alguém do posto médico a agarrá-lo. O Bas Dost estava a chorar. Vi muito fumo e ouvi gritos. Pedi para terem calma”, cita o Correio da Manhã.

“Só o Bas Dost é que vi com sangue. Foi muito feio o que aconteceu”.

“Bruno e André Geraldes chegaram hora e meia depois, já não estava lá ninguém”, acrescenta Manuel Fernandes.

“Estive numa reunião na segunda-feira, o ataque foi terça. Reuniu com o staff. O Bruno reuniu com o staff. Estávamos todos”, acusando o Presidente de ter programado o ataque. “Mandou-nos ir para a academia no dia do ataque”.

Segundo o coordenador de scouting a reunião com o staff na segunda-feira “demorou para aí 20 minutos”.

“O presidente disse: “Amanhã estamos todos na academia as 16h00 e aconteça o que acontecer estão todos comigo?”, na altura pensei que era por causa do despedimento do treinador.”, acrescenta.

“Falou que ia estar na academia as 16. Eu pensei que o Jesus ia ser despedido. Nunca pensei em mais nada”, afirma.

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Redação

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