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09/12/2019 15:16

Marido ciumento não aceita divórcio e dispara para matar mulher

As ameaças de morte de António Carvalho, de 47 anos, à mulher Alda Oliveira, de 44, aumentaram de tom e frequência. Sobretudo porque o casal, que já não morava na mesma casa, enfrentava um divórcio que Tony, como era conhecido, nunca aceitou. O homem, que trabalhou na construção civil na Suíça e em França, chegou a dizer várias vezes que se a separação fosse avante, cometia suicídio. Este sábado, tudo isso aconteceu.

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Por volta das 13h00, combinaram encontrar-se no parque de estacionamento junto à igreja de Almacave, no centro da cidade de Lamego. Alda, funcionária numa pastelaria, tinha medo que António concretizasse as ameaças e fez-se acompanhar de um familiar que a conduziu.

António, que havia prometido uma conversa serena para tentar salvar a relação, avistou a chegada do jipe, abriu a porta do pendura e disparou um tiro na cabeça de Alda. Como pensou que a tinha matado, suicidou-se também com um tiro na cabeça, com a mesma arma, uma pistola transformada de calibre 6,35 milímetros.

O crime deixou transtornados os habitantes locais. “Estava com a minha irmã a poucos metros, mas não ouvimos nada. Eu é que vim à janela e vi o aparato. Ainda assisti ao socorro à mulher”, comentou a testemunha Maria Resende. “O que eu ouvi dizer é que eles se estavam a separar e que combinaram encontrar-se para conversar e que acabou desta maneira trágica”, complementou Fernando Cardoso.

Durante várias horas, a PJ de Vila Real esteve no local a recolher provas, sobretudo no jipe da mulher. Alda foi transportada para o Hospital de Vila Real e ainda durante a tarde de sábado foi transferida para o Hospital de Santo António, no Porto. Ao final do dia encontrava-se estável, ainda com a bala na cabeça, e as horas seguintes seriam determinantes. O corpo de António foi para a morgue.

Trinta e três mortes desde o início deste ano

Trinta e três pessoas foram mortas, entre 1 de janeiro e o final de novembro, em contexto de violência doméstica (25 mulheres adultas, uma criança e sete homens), o que dá três por mês. Entre janeiro e setembro, comparando com mesmo período de 2018, houve um aumento de mais de 10% das ocorrências. Desde 2004, quando a UMAR começou a recolher estatísticas de mulheres assassinadas, foram mortas 531 mulheres, uma média superior a 4 vítimas mortais por mês.

Detido por despir, fotografar e agredir a namorada

Um homem de 27 anos foi este sábado detido pela PSP do Cacém, Sintra, por ter sido apanhado a fotografar a namorada, de 31, após a agredir e arrastar pelos cabelos, ameaçando publicar as imagens na internet. A vítima havia feito queixa de violência doméstica. A PSP saiu sem conseguir o flagrante e o detido, para se vingar, arrombou o quarto onde a vítima de escondeu. A vítima foi hospitalizada.

PORMENORES

Vestígios no parque: Depois de várias horas de perícias por parte dos inspetores da Judiciária, o jipe, que estava estacionado no parque, foi ao final da tarde rebocado para o estacionamento da PSP de Lamego, a primeira força de segurança a chegar ao local. No chão ficaram as marcas de sangue.

Populares em choque: Muitas dezenas de pessoas concentraram-se nas imediações da igreja de Almacave para perceber o que tinha acontecido. Grande parte só conhecia o casal “de vista” e estava também preocupado com a filha de ambos, de 23 anos.

Este artigo foi publicado originalmente no Correio da Manhã
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