Marques Mendes: derrama de IRC vai aumentar e há mexidas nos recibos verdes

Detectamos que usa um AdBlock

Utilizamos anúncios para ajudar a manter o nosso site, considere desativar o AdBlock (bloqueador de anúncios) no nosso site para poder ver os conteúdos.

Os nossos anúncios não são intrusivos!

O agravamento da derrama estadual paga pelas empresas com lucros superiores a 35 milhões de euros vai mesmo avançar, garantiu Luís Marques Mendes no seu espaço de comentário de domingo à noite na SIC. E vai haver mudanças nos recibos verdes.

Segundo o comentador, a proposta do PCP e do BE “vai mesmo ser aprovada” na discussão do Orçamento do Estado na especialidade e há “cerca de 70 empresas abrangidas por este agravamento fiscal”. A proposta em cima da mesa prevê a subida, dos sete para os nove pontos percentuais, da taxa que incide sobre o montante de lucro que excede os 35 milhões de euros.

Marques Mendes considera este agravamento “um erro. Não contribui para baixar o desemprego nem para criar mais emprego”. O aumento da derrama é também contestado pelas associações patronais.

O próprio ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, também não vê a medida com bons olhos, considerando na entrevista à Antena 1 e ao Negócios que ela “é claramente contra a descida da carga fiscal”.

Também o presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, António Saraiva, criticou a “ameaça” de aumento da carga fiscal no Orçamento do Estado (OE) para 2018, através daquela que classificou, no passado dia 26 de Outubro, como “história mirabolante” do agravamento da derrama estadual.

Segundo António Saraiva, os patrões sentem-se “perseguidos e estigmatizados” na derrama do IRC.

O ex-ministro e antigo líder do PSD avança também que, na especialidade, haverá mudanças na tributação dos recibos verdes face à proposta do Orçamento do Estado. Segundo Marques Mendes, “a solução final será de geometria variável: o ‘bónus’ actual [de 25% para rendimentos até 200 mil euros] manter-se-á para rendimentos mais baixos e para algumas actividades e acabará noutros casos”. O bónus será mantido, por exemplo, para agricultores e comerciantes, e poderá acabar para médicos ou advogados.

Marques Mendes avança ainda que o reforço de verbas por causa dos fogos florestais será repartido entre o Orçamento do Estado deste ano e o de 2017.

Este artigo foi publicado originalmente no Jornal de Negócios

Qual a sua opinião?