Médicos fazem alerta após mulher ficar queimada durante ‘vaporização vaginal’

O caso de uma mulher canadiana de 62 anos que ficou queimada depois de recorrer à chamada “vaporização vaginal”, está a ser usada por médicos como exemplo dos riscos para a saúde desta terapia alternativa.

O caso foi detalhado e publicado no periódico Journal of Obstetrics and Gynecology, no Canadá.

A mulher tinha um prolapso genital, e seguiu o conselho de um médico de medicina tradicional chinesa para recorrer à vaporização, como alternativa a ter que realizar a cirurgia, revela o G1.

A terapia envolve sentar-se sobre uma mistura de água quente e ervas, e tem crescido em popularidade desde que algumas mulheres famosas adotaram o procedimento.

A médica Magali Robert, autora do artigo, revelou que a mulher ferida, que deu permissão para a divulgação do seu caso, agachou-se sobre a água a ferver, durante 20 minutos, em dois dias consecutivos. Depois do tratamento recorreu ao atendimento de emergência para tratar das queimaduras de segundo grau, e teve que adiar a cirurgia reconstrutiva.

Esta terapia e outros tratamentos para áreas íntimas estão disponíveis na internet, em salões de beleza e spas.

O jornal Los Angeles Times mencionou a vaporização vaginal pela primeira vez em 2010, e mais tarde o procedimento foi impulsionado quando a marca Goop, da atriz Gwyneth Paltrow, o recomendou.

 

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